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    Poemas - Edição bilíngue

    Giuseppe Ungaretti

    EDUSP
    2017
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788531416347
    Português Brasileiro
    3.8
    13 avaliações
    Leram19Lendo1Querem25Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos2Desejados25Avaliaram13

    Antologia de poemas de Giuseppe Ungaretti, selecionada e traduzida por Geraldo Holanda Cavalcanti, também poeta e tradutor de outros três grandes escritores italianos do século XX: Eugenio Montale, Umberto Saba e Salvatore Quasimodo. A seleção, ao mesmo tempo que contém a marca do gosto pessoal do tradutor, é bastante representativa da obra do poeta italiano. De acordo com o crítico Alfredo Bosi, no prefácio, o livro traz em harmonioso diálogo a voz de Giuseppe Ungaretti e a escrita sóbria e exata de seu tradutor e intérprete. Os poemas, vários deles inéditos em língua portuguesa e algumas traduções revistas, são apresentados em formato bilíngue e seguindo a ordem cronológica da publicação dos originais, a partir de 1931.

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin11/06/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Recentemente fiz um curso sobre tradução epistolar em que a Francesca Cricelli demonstrou todo seu amor por Giuseppe Ungaretti, como nunca havia lido nada dele, prontamente comprei essa edição bilíngue da EDUSP traduzida pelo Geraldo Holanda Cavalcanti e prefaciado pelo Alfredo Bosi. E que surpresa! Surpresa no sentido de me deliciar com sua majestade poética sem nunca ter me interessado por ele antes, aliás o mundo dos poetas italianos me é muito nebuloso ainda, pouco conheço da história poética da Itália, claro, já li os medalhões mais famosos, mas ainda há todo um cânone a ser descoberto sobre o lirismo italiano através dos séculos, sem falar que estudar essas edições bilíngues dão um novo fôlego para meu italiano intermediário.

    5 curtidas

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    3.8 / 13
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas54%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas0%
    Giuseppe Ungaretti profile picture

    Giuseppe Ungaretti

    De pais italianos, Ungaretti nasceu no Egito, para onde sua família se havia mudado temporariamente porque o pai trabalhou na construção do canal de Suez. Estudou por dois anos na Sorbonne de Paris e colaborou con Giovanni Papini y Ardengo Soffici na revista "Lacerba". Em 1914 voltou à Italia e se engajou voluntariamente como soldado na Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de compartilhar o destino de seus contemporâneos. Combateu na província de Trieste, na frente do Carso, uma das mais duras durante a Guerra, e em seguida na França. Em 1916 publicou em italiano o conjunto de poemas Il porto sepolto, onde reflete suas experiências na guerra, onde encontrou a parte mais sofrida da humanidade, a da dor cotidiana; em 1919 publica uma segunda obra chamada Allegria di naufragi, onde mostra uma poesia nova, afastada da retórica e do barroquismo de Gabriele D'Annunzio. Durante sua estada em Paris, Ungaretti conviveu com o filósofo Henri Bergson. Suas principais leituras no período foram Leopardi, Baudelaire e Nietzsche. No período entre-guerras colaborou assiduamente com revistas e trabalhou como profesor de línguas. Seu primeiro emprego fixo foi no Brasil, entre 1936 e 1942, quando deu aulas de italiano na Universidade de São Paulo. Também neste período, sofreu a perda de seu filho de 9 anos. Ainda durante a Segunda Guerra Mundial, voltou à Itália onde, em função de sua fama como poeta, foi nomeado em 1942 professor da Universidade de Roma, posto em que se manteve até 1958. A evolução artística de Ungaretti segue un itinerário que vai da paisagem à humanidade, à revelação religiosa, ao impacto do contato com a poderosa natureza brasileira, à dor pela morte de seu filho e ao retorno a Roma durante a Segunda Guerra Mundial. Estes dois últimos acontecimentos são a origen de sua obra Il dolore, publicada en 1947. Através do desespero, o poeta descobre a responsabilidade humana e a fragilidade de suas ambições. Ungaretti, em meio ao pessimismo com que contempla a trágica condição humana, encontra uma mensagem de esperança para os homens. Os últimos vinte e cinco anos de sua vida representam um exame crítico do passado e traduzem uma forte ânsia de renovação. Pouco antes de morrer, Mondadori organizou uma coletânea com todas as suas poesias, intitulada Vita di un uomo. Pode-se perceber, pelo título, como a poesia de Ungaretti é amplamente autobiográfica. Apesar de não poder ser considerado um membro oficial do escola hermética italiana, é considerado um dos seus fundadores e inspiradores principais. Dela fizeram parte importantes poetas italianos, como Eugenio Montale e Salvatore Quasimodo. Morreu em Milão em 2 de junho de 1970.

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