Ao decifrar o enigma de um velho pergaminho, o professor Lindenbrock e seu sobrinho, o jovem Áxel, deparam-se com um fascinante desafio: a possibilidade de chegar ao centro da Terra seguindo o relato de um cientista do século XII. Vencida a resistência do rapaz - que considerou a ideia "pura imaginação" -, os dois partem para o vulcão Sneffels, na remota ilha da Islândia, onde deveria ser iniciada a expedição. Nas entranhas do adormecido vulcão, Lindenbrock, Áxel e o guia local penetram em uma viagem através dos tempos, permeando universos há muito extintos e outros que só a imaginação pode criar. Nessa jornada rumo ao desconhecido, o francês Júlio Verne expõe um dos aspectos mais interessantes de sua obra: a combinação da liberdade criativa com a exatidão da ciência. Além da história fabulosa - rica em detalhes - e de seu impressionante embasamento teórico, a narrativa é bem-humorada e repleta de acontecimentos surpreendentes, que fazem de Viagem ao centro da Terra um clássico da literatura universal.
Viagem Ao Centro Da Terra -
Júlio Verne
Uma maravilhosa aventura que tive o prazer de ler!!!
Ah, Júlio Verne! Como me arrependo de não tê-lo lido antes, muito antes! Quisera eu poder voltar no tempo e ler "Viagem ao Centro da Terra" nos meus 10 anos, bem como os outros que ele escreveu. Agora, só me resta ir "Em busca do tempo perdido", rsss... Nesse livro Verne conta a história de uma fantástica viagem, motivada pelo encontro de uma misteriosa mensagem escrita em letras rúnicas em um pergaminho, esquecido dentro de um livro de cerca de 700 anos! O professor Lidenbrock e Axel, seu sobrinho, conseguem decifrar a mensagem e partem de Hamburgo, na Alemanha, rumo à Islândia, para tentar chegar ao centro da Terra!!! Durante essa perigosa, estranha e sensacional viagem dos dois, guiada pelo experiente islandês Hans, vamos com eles rumo ao centro da Terra, aprendendo sobre a composição do nosso planeta e sua história geológica. Sofremos com os percalços da viagem, uma viagem capaz de transformar tio e sobrinho. De frio e metódico ao extremo, o professor Lidenbrock se mostra capaz de se preocupar com o bem-estar do sobrinho. Axel, por outro lado, descobre em alguns meses o dedicado e carinhoso tio que era Lidenbrock, algo que não tinha conhecido em toda sua vida, julgando que o tio apenas servia aos seus próprios interesses, sem pensar nos outros. E, no meio dos dois, o guia Hans, tal qual um alicerce, uma muralha, ajudando-os na difícil aventura. Se em "Vinte Mil léguas Submarinas" tive a impressão de que a grande personagem era o mar, com seus perigos e mistérios, em "Viagem ao...", para mim, o cuidado maior foi com as personagens humanas mesmo, com as emoções que sentem conforme os acontecimentos vão se passando. Assim como "Vinte mil léguas..." é narrado em primeira pessoa, nesse também conhecemos a história por meio do relato de Axel. É ele quem dá o tom da narrativa e nos faz emocionar, rir, nos deixa em suspense em momentos cruciais... Resumindo, um livro maravilhoso, para quem gosta de aventuras é um prato cheio! Se eles chegam ou não ao centro da Terra? Só lendo para ver como terminou essa loucura toda! Outras considerações: Quando comecei a leitura, somente uma pergunta me vinha a mente: "Mas como é que eles vão chegar até lá?" Eu queria saber que rumo Verne tinha dado à história, já que em nosso mundo real sabemos que uma viagem como a do livro seria impossível! Ah, mas aí é que entra a magia da literatura: a magia de tornar tudo possível, para o nosso deleite. Queremos ler e nos emocionar com uma viagem ao centro da Terra? Ir a Marte? Passear pelo fundo do oceano por meses? Lermos sobre vampiros? Conhecermos a realidade de uma família do outro lado do mundo, ou em outra época? Sim, na literatura é tudo possível! Ainda mais quando isso está aliado à criatividade de um escritor como Verne, para quem as barreiras de seu tempo, pelo visto, não eram problema algum! Então, por que pensar: "Chegar ao centro da Terra? Você só pode estar brincando! Que bobeira!" Quem pensar isso, não sabe o que estará perdendo... =) Se comecei a leitura querendo saber como (e se) eles chegariam lá, durante a leitura eu mudei o foco: eu simplesmente quis fazer a viagem, junto com eles, não importa o final que tivesse... =)
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