Meu primeiro contato com o pensamento de Ratzinger
Em Verdade e Tolerância somos apresentados a um convincente retrato de como a modernidade encara a busca pela verdade. O livro demonstra como vivemos hoje uma falsa reconciliação de todas as fés com o mundo, que exige a renúncia da verdade para nos nivelar por baixo e alcançar o consenso da humanidade, um mera espiritualidade global. Há um esforço para ver todas as religiões como igualmente boas. Um relativismo que reconhece em cada uma delas apenas uma parte da verdade, e nada mais. O cristianismo não é poupado desses ataques, e dele é esperado que abdique de questões maiores como a vida depois da morte e a própria salvação do homem, para que somente então possa se conciliar com tudo que é contemporâneo. Para o futuro Bento XVI o cristianismo é uma religião universal porque conseguiu alcançar a síntese da razão e da fé. Com raciocínio sempre simples e elegante, Ratzinger mostra porque a lei é o complemento indispensável da liberdade, e porque somente no cumprimento dos Dez Mandamentos o homem estará inteiramente livre, pois reconciliado com sua natureza e com a ontologia da criação.
