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    Vivência Mediúnica -

    Manoel Philomeno de Miranda

    LEAL
    2004
    99 páginas
    3h 18m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    29 avaliações
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    O Projeto Manoel Philomeno de Miranda foi criado no mês de maio do ano de 1990, para dar apoio e treinamento aos integrantes da área mediúnica dos Centros Espíritas através de seminários, cursos, encontros, painéis e palestras. A abrangência das suas atividades envolve reuniões mediúnicas, terapia pelos passes, qualidade na prática mediúnica, desobsessão e atendimento fraterno ora reunidas em obras literárias publicadas pela Livraria Espírita Alvorada Editora, da cidade de Salvador (BA).

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    Vitória  picture
    Vitória 27/06/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "(...) todo médium tem que aprender a construir sua própria história."

    "Vivência Mediúnica" é o segundo livro que integra o "Projeto Manoel Philomeno de Miranda", que busca dar apoio e treinamento aos integrantes da área mediúnica dos Centros Espíritas através de seminários, cursos e palestras. Após conhecermos um pouco mais sobre as reuniões mediúnicas no primeiro livro, neste aprofundamos mais sobre a mediunidade em si e sua vivência dentro e fora do centro espírita. Os autores trazem tópicos pertinentes sobre o tema abordando, como por exemplo: fenômenos, médiuns ostensivo, ética, passividade, vivência, educação, exercício, obstáculos, entre outros. Aborda também conceitos que devemos saber acerca da mediunidade. É uma leitura profunda mesmo sendo um livro pequeno. Bem resumido mas direto ao ponto, com vários assuntos importantes acerca de médiuns e mediunidade e sua vivência. É de fácil compreensão, e traz trechos de outros livros, principalmente do "Livro dos Médiuns", baseando os comentários também com os de Kardec. Recomendo para aqueles que fazem parte dessas reuniões, para iniciantes nessa tarefa e para aqueles que têm curiosidade e/ou que pretendem fazer parte. Tarefa essa que não é fácil, exige muito de nós como médiuns e também como pessoas, pois mediunidade não é somente dentro do centro espírita. • SPOILERS | Quotes, Notes & Highlights • "A vivência mediúnica é, por consequência, capítulo importante no dia a dia de todo aquele em quem a faculdade se manifesta, e pretende servir ao programa do Bem, na restauração ou fundação da sociedade justa e feliz da Era Nova do Espírito Imortal." "(...) o indivíduo é médium em todos os momentos da existência física, e não apenas esporadicamente, durante as reuniões experimentais de que participa." "O processo de comunicação dá-se somente através da identificação do Espírito com o médium, períspirito a períspirito, cujas propriedades de expansibilidade e sensibilidade, entre outras, permitem a captação do pensamento, das sensações e das emoções, que se transmitem de uma para outra mente através do veículo sutil." "Os valores intelectuais e morais do médium têm preponderância na ocorrência fenomênica, porquanto serão os seus conhecimentos, atuais ou passados, que vestirão as ideias transmitidas pelos desencarnados." "Quando a ascese pelos caminhos da mediunidade se processa no âmbito das expectativas normais, respondendo espontaneamente aos estímulos da experiência evolutiva, diz-se que a mediunidade é natural. Vezes frequentes, todavia, um potencial maior de mediunidade é conferido como uma outorga, uma necessidade retificadora para compromissos negativos assumidos, ou mesmo como um mecanismo acelerador da própria evolução. Nesses casos, diz-se que a mediunidade é de provas." "Quantas pessoas estão sendo médiuns sem o saberem?! Quantos estão criando, produzindo imperceptível e inconscientemente boas ou más obras?!" "Jamais deverão esquecer de que, na Terra, serão o trigo plantado junto ao joio, nas mesmas leiras, crescendo juntos, sem possibilidade por enquanto de viverem separados. Ambos serão arrancados para a colheita, e nessa ocasião o joio será queimado para adubar o solo, e eles, trigo que são, transformados em pão nutriente para os famintos, vivendo através deles." "Em O Livro dos Espíritos, questão 495, São Luís e Santo Agostinho esclarecem-nos que o campo de sintonia ideal dessa mediunidade nossa de cada dia, o nosso pão espiritual, é o contato com os nossos anjos guardiães, no cotidiano da vida. Falando-nos desses Numes Tutelares, instruíram- nos eles que não receássemos cansá-los com as perguntas que julgássemos necessárias, mas que, ao contrário, estivéssemos sempre em relação com eles para sermos mais fortes ao assédio do mal e dos maus, consequentemente mais felizes." "Precisamos fazer chegar aos ouvidos de toda gente que ninguém está só, que existe um coração amigo velando por nós, o anjo bom que, por amor e graças ao amor de Deus, nos protege e nos instrui. No dizer de Santo Agostinho e de São Luís, nem nos cárceres, nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão estamos separados desses amigos a quem não podemos ver, mas cujo brando influxo nossa alma sente, ao mesmo tempo em que ouve os seus ponderados conselhos." "Oh! Mediunidade bendita! Antes estigmatizada pela ignorância, agora emerges vitoriosa das brumas, porque sempre estiveste acesa desde o começo, guiando a trajetória do homem." "Portanto, ao afirmar-se que a moral não determina necessariamente a mediunidade, não se infira que a moralização do médium deve ser desconsiderada e posta à margem do processo das comunicações. Ao contrário, a faculdade lhe chega a fim de que através dela se aperfeiçoe moralmente e avance na senda evolutiva; ela deve constituir-se lhe estímulo ao crescimento espiritual e renovação interior. O médium, pretendendo servir de intermediário aos Bons Espíritos, haverá de se colocar pela sintonia à altura do empreendimento. É por isso que a conquista de virtudes, através do autodescobrimento, conduta equilibrada e prática da caridade, faz-se-lhe o maior investimento e o único capaz de assegurar-lhe a indispensável e duradoura sintonia com os Espíritos Nobres, que o sustentarão nas lutas, conduzindo-lhe a faculdade por trilhas seguras e precisas e pondo-a a salvo das ciladas dos Espíritos enganadores e ignorantes." "E regra geral que, no início da jornada mediúnica, a maioria dos médiuns se ressinta de qualificações para captar o pensamento dos Mentores, entretendo-se com Espíritos menos evoluídos que funcionam como adestradores da instrumentalidade medianímica. Porém, à medida que se deixa conduzir com disciplina e responsabilidade, aproveitando as oportunidades para progredir intelectual e moralmente, bem como pautando a conduta pelas diretrizes do Evangelho, abre espaços para fortalecer a sintonia com o guia espiritual e assenhorear-se melhor de suas potencialidades mediúnicas, dando forma clara e precisa à missão de serviço perante a qual se comprometeu." "A natureza dos Espíritos comunicantes depende basicamente do nível evolutivo do médium, e nem todo Espírito pode comunicar-se por qualquer um. Kardec teve a oportunidade de declará-lo algumas vezes, com base na lei de afinidade vibratória, que estabelece atração entre os semelhantes, dentro de uma faixa de onda mental mais ou menos flexível." "(...) todo médium tem que aprender a construir sua própria história." "Por sua vez, a análise do comportamento íntimo propicia, no início, o autodescobrimento, depois o autodomínio e, numa fase posterior, a auto iluminação. Trata-se da reflexão sobre a existência, convidando os médiuns a viverem com atenção, porém sem tensão, agindo, em vez de reagindo, em estado de consciência lúcida. É este trabalho que os levará ao aquietamento, ao silêncio interior, indispensáveis ao bom êxito do empreendimento. Sendo o médium uma pessoa ultrassensível, é natural que a sua emoção oscile mais que o habitual, com o que ele aprenderá a conviver nessa grande viagem ao continente inexplorado de sua paranormalidade. Que ele analise suas impressões, variantes no aspecto e intensidade em cada fase da vida, procurando sobrepor-se às emoções mais grosseiras, bem como disciplinando as sensações do campo físico. Este é um aprendizado lento, pois que a educação da mediunidade é para toda a vida, requerendo muita dedicação e paciência." "Há uma relação muito estreita entre a educação para a vida e a educação para a mediunidade. Se a vida exige do ser disciplina e responsabilidade no fruir dos gozos materiais, equilíbrio e brandura no lidar com o próximo, além de resistência nas provas, a mediunidade se enriquece de modo idêntico com essas conquistas. Pode- se, portanto, afirmar que não existe médium educado antes que tenhamos um cidadão educado. Não há educação mediúnica sem crescimento moral, conquista que atrairá os Bons Espíritos, fortalecerá os laços com o Anjo Guardião enquanto reforça o nível energético do períspirito e melhora a organização mental, de tal modo que o banco de dados das ideias arquivadas esteja prontamente disponível." "O mais forte obstáculo à utilização da mediunidade é o conjunto das imperfeições do médium, pois facilita a interferência dos maus Espíritos, como dos frívolos, que com ele se afinam, mantendo identificação de propósitos de natureza inferior. Isso porque os médiuns não são criaturas privilegiadas, agraciadas, mas Espíritos em evolução, sujeitos às provas da vida, que trazem do passado deficiências, viciações e desvios de comportamento ainda não superados, os quais se refletem, inevitavelmente, nas relações interpessoais da presente encarnação, na qual se insere também o exercício mediúnico." "Em face dos perigos a que está exposto, o médium deve trabalhar pelo próprio aprimoramento íntimo constantemente, usando suas faculdades medianímicas com nobreza e desinteresse por qualquer tipo de retribuição, ainda porque, tal experiência, quando vivenciada com entusiasmo e seriedade, ajuda-lo-á na retificação de seu caráter, enquanto lhe abre as portas do serviço de natureza superior. Esforçar-se-á, a todo custo, para libertar-se do orgulho, da presunção, da indolência e da irresponsabilidade, esses inimigos da alma, ao lado de tantos outros, dentre os quais merece atenção especial o orgulho, por ser a doença moral de que a criatura humana menos admite ser portadora, embalada como se encontra pelas ilusões escravizadoras e alienantes do ego." "(...) o médium deve trilhar a estrada cheia de pedregulhos e espinhos do aperfeiçoamento moral, buscando, no trabalho de edificação do bem e da caridade, na oração e no estudo doutrinário, as forças para superar os impedimentos inerentes à sua própria natureza, para alcançar os patamares de libertação." "A edificação do bem é a disposição de vivê-lo, na íntegra, a todo instante, em esforço hercúleo para manter-se de pé ante as provas da vida, sem perder a condição para o serviço a benefício da coletividade." "O estado de oração é a educação da mente para a busca de Deus. Mente vazia é campo propenso a qualquer tipo de pensamento. A criatura humana, antes de atingida por ideias indesejáveis ou depois de alcançada por elas, em face das matrizes de atração que mantém, deve sustentar um esforço consciente para pensar no amor e direcionar as ideias para o louvor e o reconhecimento da obra e do poder de Deus, reflexionando nas lições e situações que o Evangelho de Jesus propõe, à guisa de roteiros iluminativos." "O estudo doutrinário é fundamental para o aprimoramento moral, porque através dele reconhecem-se as próprias limitações e descortinam-se as condições de superá-las. Especificamente, ele enseja ao médium compreender melhor sua faculdade, bem como as leis que regem o intercâmbio espiritual, habilitando-o a educá-la com maior eficiência. É também uma fonte de aprendizado, através da qual recolhe-se a experiência dos que retornam das sombras da morte para narrar as suas desditas e o porquê delas, desvelando de forma clara os processos da Misericórdia Divina. E ainda através do estudo doutrinário que se evidenciarão as vitórias dos desencarnados que se venceram a si mesmos, e por tal revelam os estados íntimos de paz e os panoramas felizes das esferas de ventura para onde se trasladaram." "Espera-se que os médiuns atuantes compreendam sem demora este processo de transitar do anímico para o mediúnico, desemperrando as engrenagens medianímicas pelo exercício disciplinado e constante, e desobstruindo os canais por onde fluem as ideias através do trabalho no Bem, absorção de conhecimentos e cultura, oração e meditação continuadas. Que se avalie, a cada passo, que aprendam a se conhecer, que se envolvam quanto puderem nesta torrente de ideias transformadoras que avança sem cessar até iluminar totalmente o mundo." "Um bom parâmetro para medir o progresso no exercício mediúnico é o grau de facilidade com que o médium expressa suas comunicações. A mensagem emperrada, que não flui com facilidade, demonstra desarmonia nas engrenagens de recepção ou de transmissão, a requererem manutenção e limpeza."

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    Manuel Filomeno de Miranda profile picture

    Manuel Filomeno de Miranda

    Em Jangada, município do Conde, Estado da Bahia, o discípulo fiel da seara de Jesus, Manoel Philomeno de Miranda. Conheceu o Espiritismo através do médium Saturnino Favila, em 1914. Por essa época conheceu José Petitinga, estabelecendo relações com ele, ao mesmo tempo em que começava a freqüentar as sessões da União Espírita Baiana que havia sido recentemente fundada, em 1915. Discípulo de José Petitinga, tinha a mesma maneira especial de tratar e doutrinar os assistentes das sessões da “União”, sempre baseadas num magistral versículo evangélico. Desde 1918 Miranda participava assiduamente das sessões, interessado superiormente nos assuntos doutrinários do Espiritismo e um dos mais firmes adeptos dos seus ensinos. Fez parte da diretoria da União Espírita Baiana desde 1921 até o dia da sua desencarnação, em 14 de julho de 1942. Também presidia as sessões mediúnicas e trabalhos do Grupo Fraternidade. Durante esse longo período Miranda foi um baluarte do Espiritismo. Onde estivesse, aí estaria a doutrina e sua propaganda exercida com proficiência de um douto, um abnegado. Delicado no trato, mas heróico na luta. Publicou, sem o seu nome, as obras “Resenha do Espiritismo na Bahia” e “Excertos que justificam o Espiritismo”, além do opúsculo “Porque sou Espírita” em resposta ao Pe. Huberto Rohden. Sofrendo do coração, subia as escadas a fim de não faltar às sessões, sorrindo e sempre animado. Queria extinguir-se no seu cumprimento. Sentia imensa alegria em dar os seus dias ao serviço do Cristo. Sobre as suas últimas palavras, assim escreve A M. Cardoso e Silva: “Agora sim! Não vou porque não posso mais.Estou satisfeito porque cumpri o meu dever. Fiz o que pude... o que me foi possível. Tome conta dos trabalhos, conforme já determinei.” Era antevéspera da sua desencarnação. Querido de quantos o conheceram - porque quem o conhecia não podia deixar de amá-lo -, até o último instante demonstrou a firmeza da tranqüilidade dos justos, proclamando e testemunhando a grandeza imortal da Doutrina Espírita. Divaldo Pereira Franco nos conta como iniciou seu relacionamento com o amoroso Benfeitor, conforme relato no livro Semeador de Estrelas, da escritora e médium Suely Caldas Schubert: “No ano de 1950 Chico Xavier psicografou para mim uma mensagem ditada pelo Espírito José Petitinga e no próximo encontro uma outra ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. ( ... ) “No ano de 1970 apareceu-me o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, dizendo que, na Terra, havia trabalhado na União Espírita Baiana, tendo exercido vários cargos, dedicando-se, especialmente à tarefa do estudo da mediunidade e da desobsessão. “Quando chegou ao Mundo Espiritual foi estudar em mais profundidade as alienações por obsessão e as técnicas correspondentes da desobsessão. ( ... ) “Convidado por Joanna de Ângelis, para trazer o seu contributo em torno da mediunidade, da obsessão e desobsessão, ele ficou quase trinta anos realizando estudos e pesquisas e elaborando trabalhos que mais tarde iria enfeixar em livros. “Ao me aparecer, então, pela primeira vez, disse-me que gostaria de escrever por meu intermédio. “Levou-me a uma reunião, no Mundo Espiritual, onde reside, e ali, mostrou-me como eram realizadas as experiências de prolongamento da vida física através da transfusão de energia utilizando-se do perispírito. “Depois de uma convivência de mais de um mês, aparecendo-me diariamente, para facilitar o intercâmbio psíquico entre ele e mim, começou a escrever “Nos Bastidores da Obsessão”, que são relatos, em torno da vida espiritual, das técnicas obsessivas e de desobsessão. ( ... ) “Na visita que Manoel Philomeno me permitiu fazer à Colônia em que ele se hospedava, levou-me a uma curiosa biblioteca. Mostrou-me como são arquivados os trabalhos gráficos que se fazem na Terra. Disse-me que, quando um escritor ou um médium, seja quem for, escreve algo que beneficia a Humanidade - no caso do escritor - é um profissional, mas, o que ele produz é edificante, nessa biblioteca fica inscrito, com um tipo de letra bem característico, traduzindo a nobreza do seu conteúdo. À medida que a mente, aqui, no planeta, vai elaborando, simultaneamente vai plasmando lá, nesses fichários muito sensíveis, que captam a onda mental e tudo imprimem. “Quando a pessoa escreve por ideal e não é remunerado, ao se abrirem esses livros, as letras adquirem relevo e são de uma forma muito agradável à vista, tendo uma peculiar luminosidade. Se a pessoa, porém, o faz por ideal e estando num momento difícil, sofrido, mas ainda assim escreve com beleza, esquecendo-se de si mesma, para ajudar a sociedade, a criatura humana, ao abrir-se o livro, as letras adquirem uma vibração musical e se transformam em verdadeiros cantos, em que a pessoa ouve, vê e capta os registros psíquicos de quando o autor estava elaborando a tese. “O oposto também é verdadeiro. ( ... ) “Eis porque vale a pena, quando estamos desalentados e sofridos, não desanimarmos e continuarmos as nossas tarefas, o que lhes dá um valor muito maior. Porque o trabalho diletante, o desportivo, o do prazer, já tem, na própria ação, a sua gratificação, enquanto o de sacrifício e de sofrimento exige a abnegação da pessoa, o esforço, a renúncia e, acima de tudo, a tenacidade, para tornar real algo que gostaria que acontecesse, embora o esteja realizando por entre dores e lágrimas.” Fonte: Projeto Manoel P. de Miranda - Reuniões Mediúnicas

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    Manuel Filomeno de Miranda