Hamlet -

    William Shakespeare

    Penguin
    2015
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-13: 9780141195186

    Perhaps the single most influential work of English drama, William Shakespeare's Hamlet is a timeless tragedy of the conflicted loyalties, madness, betrayal and terrible revenge. This Penguin Shakespeare edition is edited by T.J.B. Spencer with an introduction by Alan Sinfield. 'To be or not to be - that is the question' Something is rotten in the state of Denmark. When young prince Hamlet is confronted by his father's ghost on the battlements of Castle Elsinore, he is burdened with a terrible task: slay King Claudius, Hamlet's uncle, who the ghost alleges murdered him. Wrestling with his conscience, Hamlet feigns wild madness while plotting a brutal revenge, alienating his mother Queen Gertrude and spurning his lover Ophelia. But the act of insanity takes Hamlet perilously close to the reality, wreaking havoc on guilty and innocent alike. This book contains a general introduction to Shakespeare's life and Elizabethan theatre, a separate introduction to Hamlet, a chronology, suggestions for further reading, an essay by Paul Prescott discussing performance options on both stage and screen, and a commentary. William Shakespeare (1564-1616) was born to John Shakespeare and Mary Arden some time in late April 1564 in Stratford-upon-Avon. He wrote about 38 plays (the precise number is uncertain), many of which are regarded as the most exceptional works of drama ever produced, including Romeo and Juliet (1595), Henry V (1599), Hamlet (1601), Othello (1604), King Lear (1606) and Macbeth (1606), as well as a collection of 154 sonnets, which number among the most profound and influential love-poetry in English. 'It has everything - intrigue, romance, politics, violence, revenge, jealousy, wit. It plays itself out on such a grand scale' Kenneth Branagh

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    Alane Sthefany05/09/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Hamlet - William Shakespeare

    Uau, que leitura incrível! Eu gostei mais de Hamlet em comparação com a peça de Romeu e Julieta. Essa obra é simplesmente maravilhosa, um tanto melancólica e cheia de drama e reflexões profundas sobre a brevidade da vida, mostrando-nos que no final de tudo, o que nos espera é apenas o esquecimento. "A vida é uma guerra e uma viagem ao estrangeiro, e depois da fama está o esquecimento." "Porque todas as coisas logo passam e se tornam um mero conto, e o esquecimento completo logo as enterra. E digo isto daqueles que brilharam de uma maneira maravilhosa. Pois o resto, assim que eles sopram seu último fôlego, eles se vão, e nenhum homem fala deles." "Tudo é efêmero, tanto quem se lembra como o que é lembrado." – Marco Aurélio Quotes ✍🏻📚❤️ Polônio: Pode deixar, senhor, serão tratados como merecem. Hamlet: Que é isso? Trate-os melhor. Se tratarmos as pessoas como merecem, nenhuma escapa ao chicote. Trata-os da forma que consideras tua própria medida. Quanto menos merecerem, mais meritória será tua generosidade. [...] Hamlet: Ser ou não ser – eis a questão. Será mais nobre sofrer na alma Pedradas e flechadas do destino feroz Ou pegar em armas contra o mar de angústias – E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir; Só isso. E com o sono – dizem – extinguir Dores do coração e as mil mazelas naturais A que a carne é sujeita; eis uma consumação Ardentemente desejável. Morrer – dormir – Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! Os sonhos que hão de vir no sono da morte Quando tivermos escapado ao tumulto vital Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão Que dá à desventura uma vida tão longa. Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo, A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, A prepotência do mando, e o achincalhe Que o mérito paciente recebe dos inúteis, Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso Com um simples punhal? Quem aguentaria fardos, Gemendo e suando numa vida servil, Senão porque o terror de alguma coisa após a morte – O país não descoberto, de cujos confins Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade, Nos faz preferir e suportar os males que já temos, A fugirmos pra outros que desconhecemos? E assim a reflexão faz todos nós covardes. [...] Hamlet: Vai prum convento. Ou preferes ser geratriz de pecadores? Eu também sou razoavelmente virtuoso. Ainda assim, posso acusar a mim mesmo de tais coisas que talvez fosse melhor minha mãe não me ter dado à luz. Sou arrogante, vingativo, ambicioso; com mais crimes na consciência do que pensamentos para concebê-los, imaginação para desenvolvê-los, tempo para executá-los. Que fazem indivíduos como eu rastejando entre o céu e a terra? Somos todos rematados canalhas, todos! Não acredite em nenhum de nós. Vai, segue pro convento. [...] Hamlet: Não creia que eu o lisonjeio; Que vantagens posso tirar de ti Que não tens pra te vestir e comer Outra renda que não a de teus dotes de espírito? Por que lisonjear o pobre? Não; a língua açucarada deve lamber somente a pompa extrema, E os gonzos ambiciosos dos joelhos dobrar apenas Onde haja lucro na bajulação. (...) Desde quando minha alma preciosa se tornou senhora de vontade própria, E aprendeu a distinguir entre os homens, Ela te elegeu pra ela. Porque você foi sempre uno, Sofrendo tudo e não sofrendo nada; Um homem que agradece igual Bofetadas e carícias da fortuna... Felizes esses Nos quais paixão e razão vivem em tal harmonia Que não se transformam em flauta onde o dedo da sorte Toca a nota que escolhe. Me mostra o homem que não é escravo da paixão E eu o conservarei no mais fundo do peito, É, no coração do coração – o que faço contigo. [...] O que a nós na paixão foi por nós prometido Terminada a paixão perde todo o sentido. O mundo não é eterno e tudo tem um prazo Nossas vontades mudam nas viradas do acaso. A vida faz o amor, ou este faz a vida? O ser de cujo bem-estar dependem – e no qual repousam – Tantas vidas. Quando se extingue um soberano Ele não morre só. Como o vórtice de um redemoinho Atrai pro abismo tudo que o rodeia. É uma roda maciça, Fixada no pico da montanha mais alta, Em cujos raios enormes dez mil coisas menores Vivem incrustadas ou grudadas; e aí, quando ela cai, Cada pequeno anexo, diminuta dependência, Acompanha a queda tonitruante. Quando um rei suspira, o reino inteiro geme. Pra que serve a piedade, senão para apagar a face do delito? É possível ser perdoado retendo os bens do crime? Nas correntes corruptas deste mundo As mãos douradas do delito podem afastar a justiça – Como tanto se vê – o próprio lucro do malfeito Comprando a lei. Mas não é assim lá em cima; Ali não há trapaças. Lá a ação se mostra tal qual foi, E nós, nós mesmos, somos compelidos a prestar testemunho, Olhando nossas culpas no dente e no olho. [...] Rainha: Oh, Hamlet, você partiu meu coração em dois. Hamlet: Pois joga fora a pior parte dele, E vive mais pura com a outra metade. [...] Simula uma virtude, já que não a possui. Nós engordamos todos os outros seres pra que nos engordem; e engordamos pra engordar as larvas. O rei obeso e o mendigo esquálido são apenas variações de um menu – dois pratos, mas na mesma mesa; isso é tudo. Um homem pode pescar com o verme que comeu o rei e comer o peixe que comeu o verme. O que é um homem cujo principal uso e melhor aproveitamento Do seu tempo é comer e dormir? Apenas um animal. É evidente que esse que nos criou com tanto entendimento, Capazes de olhar o passado e conceber o futuro, não nos deu Essa capacidade e essa razão divina Para mofar em nós, sem uso. (...) nós sabemos o que somos, mas não o que seremos. A natureza é sutil no amor e, nessa sutileza, Sacrifica um pedaço precioso de si própria Àquele a quem ama. A mãe de Hamlet Vive praticamente por seus olhos. E quanto a mim – Virtude ou maldição, seja o que for – Ela está em tal conjunção com minha alma e minha vida, Que, como uma estrela presa à sua órbita, Eu só sei me mover em torno dela. (...) o amor se constrói com o tempo. [...] Primeiro Coveiro: Quem é que constrói mais forte do que o pedreiro, o engenheiro e o carpinteiro? Não maltrata mais teu cérebro, pois um burro burro não fica esperto com pancada. Quando te fizerem essa pergunta uma outra vez, responde logo: “O coveiro”. As casas que ele constrói duram até o Juízo Final. [...] Na mocidade eu amava e amava; Como era doce passar assim o dia Encurtando (ô!) o tempo (ah!) que voava E eu não via a vida que fugia. E a velhice chega bem furtiva Na lentidão que tarda, mas não erra E nos atira aqui dentro da cova Como se o homem também não fosse terra. (Descobre um crânio.) Hamlet: Esse crânio já teve língua um dia, e podia cantar. E o crápula o atira aí pelo chão, como se fosse a queixada de Caim, o que cometeu o primeiro assassinato. Pode ser a cachola de um politiqueiro, isso que esse cretino chuta agora; ou até o crânio de alguém que acreditou ser mais que Deus. (Desenterra outro crânio.) Hamlet: Mais um! Talvez o crânio de um advogado! Onde foram parar os seus sofismas, suas cavilações, seus mandatos e chicanas? Por que permite agora que um patife estúpido lhe arrebente a caveira com essa pá imunda e não o denuncia por lesões corporais? Hum! No seu tempo esse sujeito talvez tenha sido um grande comprador de terras, com suas escrituras, fianças, termos, hipotecas, retomadas de posse. Será isso a retomada final de nossas posses? Vê só: Alexandre morreu; Alexandre foi enterrado; Alexandre voltou ao pó; o pó é terra; da terra nós fazemos massa. Por que essa massa em que ele se converteu não pode calafetar uma barrica? Cesar Augusto é morto, virou terra; Pôr o vento pra fora é sua guerra – O mundo tremeu tanto ante esse pó Que serve agora pra tapar buraco – só. Fui impulsivo, Mas louvada seja a impulsividade, Pois a imprudência às vezes nos ajuda Onde fracassam as nossas tramas muito planejadas. Isso nos deveria ensinar que há uma divindade Dando a forma final aos nossos mais toscos projetos... A vida de um homem é só o tempo de se contar “um”. Existe uma previdência especial até na queda de um pássaro. Se é agora, não vai ser depois; se não for depois, será agora; se não for agora, será a qualquer hora. Estar preparado é tudo. Se ninguém é dono de nada do que deixa, que importa a hora de deixá-lo? Seja lá o que for!

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