Amal Unbound -

    Aisha Saeed

    Nancy Paulsen Books
    2018
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 0399544682

    Aisha Saeed's middle-grade debut tells the compelling story of a girl's fight to regain her life and dreams after being forced into indentured servitude. Life is quiet and ordinary in Amal's Pakistani village, but she had no complaints, and besides, she's busy pursuing her dream of becoming a teacher one day. Her dreams are temporarily dashed when--as the eldest daughter--she must stay home from school to take care of her siblings. Amal is upset, but she doesn't lose hope and finds ways to continue learning. Then the unimaginable happens--after an accidental run-in with the son of her village's corrupt landlord, Amal must work as his family's servant to pay off her own family's debt. Life at the opulent Khan estate is full of heartbreak and struggle for Amal--especially when she inadvertently makes an enemy of a girl named Nabila. Most troubling, though, is Amal's growing awareness of the Khans' nefarious dealings. When it becomes clear just how far they will go to protect their interests, Amal realizes she will have to find a way to work with others if they are ever to exact change in a cruel status quo, and if Amal is ever to achieve her dreams.

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    Mónica Alexandra Silva16/08/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A educação é a chave essencial para o desenvolvimento: quer falemos da diminuição do fosso entre ricos e pobres, da discrepância entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento, ou até, como nos surge em Amal Unbound, de emancipação feminina, a educação é indiscutivelmente uma dádiva que nós tomamos por garantida (porque, cá, ela o é), mas que funciona como uma varinha de condão na transformação de vidas. Nesto livro de transição entre o infantojuvenil e o jovem-adulto, Aisha Saeed conta-nos a história de Amal, em grande parte influenciada pela Malala Yousafzai, uma menina de doze anos que é inteligente, curiosa e bondosa. Amal e a irmã são as alunas mais inteligentes da escola, e orgulham-se disso, tendo elas ainda um amor-paixão intenso pela aprendizagem. Todo este amor é abalado quando a mãe de Amal dá à luz à sua sexta menina e todos os adultos naquela casa e na vizinhança encolhem-se numa vaga de tristeza. Certamente amarão a menina, isso não se coloca em questão. Fizeram-no antes, com Amal e as irmãs. Mas a escassez de um filho varão é ainda um entrave no seio das famílias paquistanesas nos dias de hoje. A mãe de Amal parece ingressar numa profunda depressão pós-parto que retira Amal da escola para que esta possa ajudar com todas as lidas domésticas. Amal tem um espírito de criança curiosa, corroído pela responsabilidade e os problemas da vida adulta. Ela fica intrigada com a sua situação, claramente é consciente que o facto de ter nascido menina é um obstáculo a que possa caminhar em frente. Numa passagem, o pai questiona-a do que mais precisa ela fazer, que mais precisa aprender, se já sabe ler e escrever. Para uma menina na sua condição, destinada a casar e procriar, não é necessário evoluir. Amal percebe que na sua pequena vila no Paquistão, em que todos partilham o mesmo espírito, em que todas as mulheres atravessam as mesmas pedras no caminho, não há muito por onde fugir. A árvore tem poucas ramificações para ela. Contudo, tudo muda quando a pouca liberdade que Amal têm é-lhe retirada. Ela é afastada da família, reduzida a uma mera criada numa família com enorme poder económico, e cujo destino é pagar as dívidas que a família teve de contrair, para sobreviver. É na educação que teve, nos livros que lê, nas pessoas que vai conhecendo ao longo do caminho—velhas ou novas—que Amal aprende a manobrar a sua nova vida e, ainda, procura uma forma de se libertar. Amal Unbound relata a experiência tão real de milhares de meninas e mulheres, vítimas de uma sociedade que lhes coloca rédeas desde o primeiro dia, e que procuram, às vezes em vão, se libertar, elevar a sua voz, mostrar ao mundo que têm valor. Quantas Amals há por aí no mundo, que se refugiam nos livros, nas revistas, nos amigos, sem perceber ao certo porque é que o mundo funciona da maneira que funciona, sem compreender tenazmente a razão pela qual estão condenadas por simplesmente existirem? É um livro refletivo, que oferece uma mensagem de esperança, mas também um grito de revolta para as idiossincrasias mais nefastas do planeta em que vivemos, das sociedades que criamos, das pessoas lá no alto que vangloriamos e alimentamos. É uma proposta para a maior valorização da nossa educação, um manifesto contra a ignorância. Acima de tudo, é a história da Amal, a menina que sonhou grandes e diversos sonhos e lutou para os alcançar.

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