Ao trabalhar a ideia de “Quadros Geográficos”, o autor busca apresentar como a Geografia constitui uma forma de pensar, a partir da análise de relações com base em sistemas de localização. A complexidade dos Quadros, presente desde os gregos antigos, apresenta uma forma sistemáticas de leitura de determinado espaço.
Paulo César da Costa Gomes avalia as imagens como grandes quadros, possibilitando leituras das mais diversas dessas conexões estabelecidas em dado espaço. Mapas, fotografias e até tabelas e gráficos, apresentariam um sistema de análise baseados na localização, o que reforça a noção apresentada de que essa forma de pensar, é a base do raciocínio geográfico.
Outras disciplinas também utilizariam desse meio para analisar determinados aspectos, o que reforçaria a proeminência da Geografia.
Por fim, ao refletir sobre o que é a Geografia e a sua importância, autor aponta que
“Explicar por que as coisas estão ali onde estão, por que são diferentes quando aparecem em outras localizações, explicar graus de proximidade e distância, a posição, a forma e o tamanho envolve um raciocínio bastante sofisticado. Infelizmente, nem sempre se reconhece nessas perguntas toda a complexidade enredada nesse jogo de posições e como isso demanda uma operação complexa de mobilização de elementos variados que atuam pela posição e não respeitam os estritos limites disciplinares preestabelecidos. O raciocínio geográfico, por força de sua pergunta fundadora - por que isso está onde está? -, é levado a conectar elementos muito diversos que são necessariamente tomados juntos pelo fato de ali se apresentarem” (p. 145).