Desacontecenças -

    Aloísio Brandão

    Penalux
    2016
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-13: 9788558330510
    Português Brasileiro

    O escritor Aloísio Brandão encontra nas terras nordestinas da Bahia, o solo seco e duro para suas narrações. O tempo escolhido pelo autor, é o da infância, das memórias que se formaram na mente de homem adulto, e que já no futuro, serviram como suporte as suas narrações. Como cronista, é necessário sintetizar nas páginas breves dos contos a filosofia e a interpretação do autor, que limitado ao espaço de poucos caracteres, esforça-se em criar um estilo de escrita que se alie ao conteúdo. No conto “O circo que não estreou”, o autor mergulha nas suas memórias para relembrar um tempo no qual, quando ainda menino, teve um contato com os artistas de um circo. Neste conto o sentimento de compaixão é explorado pela comoção em relação a situação de pobreza e carência dos artistas do circo, que visto a intensa chuva que se abateu pela cidade não puderam trabalhar normalmente. Aloísio utiliza uma linguagem próxima da oralidade, criando o seu próprio estilo estético, algumas vezes desenvolvendo a narração com uma boa exploração dos personagens, outras vezes concentrando sua ficção sobre uma ideia intensamente explorada. A “Loja de Memórias”, é um conto que ascende o escritor para o campo daqueles sentimentais, que são capazes de enxergar coisas quase invisíveis. A narração fala da loja de seu Vivaldo, estabelecimento que não produz lucro, mas em contrapartida, seu Vivaldo continua a abri a loja. Em seus questionamentos o eu lírico, percebe que a loja vende memórias e não artefatos, ela é uma resistência contra o tempo, por isto continua a funcionar. E talvez seja este mesmo o papel da crônica, servir como um arcabouço, para guardar os conhecimentos, as memórias, as palavras, os sentimentos. Aloísio Brandão constrói assim, sua própria “Loja de Memórias” cujo capital que a sustenta, é oriundo do combustível de sua sensibilidade, desejosa de colher as coisas mais essenciais como saudade, amor, memórias.

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    Editora Litteralux09/11/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O escritor Aloísio Brandão encontra nas terras nordestinas da Bahia, o solo seco e duro para suas narrações. O tempo escolhido pelo autor, é o da infância, das memórias que se formaram na mente de homem adulto, e que já no futuro, serviram como suporte as suas narrações. Como cronista, é necessário sintetizar nas páginas breves dos contos a filosofia e a interpretação do autor, que limitado ao espaço de poucos caracteres, esforça-se em criar um estilo de escrita que se alie ao conteúdo. No conto “O circo que não estreou”, o autor mergulha nas suas memórias para relembrar um tempo no qual, quando ainda menino, teve um contato com os artistas de um circo. Neste conto o sentimento de compaixão é explorado pela comoção em relação a situação de pobreza e carência dos artistas do circo, que visto a intensa chuva que se abateu pela cidade não puderam trabalhar normalmente. Aloísio utiliza uma linguagem próxima da oralidade, criando o seu próprio estilo estético, algumas vezes desenvolvendo a narração com uma boa exploração dos personagens, outras vezes concentrando sua ficção sobre uma ideia intensamente explorada. A “Loja de Memórias”, é um conto que ascende o escritor para o campo daqueles sentimentais, que são capazes de enxergar coisas quase invisíveis. A narração fala da loja de seu Vivaldo, estabelecimento que não produz lucro, mas em contrapartida, seu Vivaldo continua a abri a loja. Em seus questionamentos o eu lírico, percebe que a loja vende memórias e não artefatos, ela é uma resistência contra o tempo, por isto continua a funcionar. E talvez seja este mesmo o papel da crônica, servir como um arcabouço, para guardar os conhecimentos, as memórias, as palavras, os sentimentos. Aloísio Brandão constrói assim, sua própria “Loja de Memórias” cujo capital que a sustenta, é oriundo do combustível de sua sensibilidade, desejosa de colher as coisas mais essenciais como saudade, amor, memórias.

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