Duas torres, é a seqüência perfeita! Neste livro, descobrimos como Gandalf se transformou e também a importância de Gollum na trajetória do anel junto com Frodo. Podemos descobrir várias características de todos os personagens que não foram discutidas no primeiro livro. A amizade de Gimgli e Legolas é hilária, a aproximação dos dois é uma amostra de que em um mundo totalmente dominado pelo medo é possível estabelecer uma relação sincera e respeitosa.
Outro ponto que não podemos deixar de citar, é a maneira como o autor consegue descrever um cenário totalmente diferente de tudo que estamos acostumados e com detalhes tão ricos que nos faz viajar junto com a comitiva do anel. Acho que o maior lance do livro é ter os mapas no final, porque a consulta constante é inevitável.
Neste segundo livro, tem três “combates”que são exageradamente bem dispostos e impossíveis de se imaginar com total compreensão de todos os detalhes. Em primeiro lugar um destaque deve ser dado ao rapto de Merlin e Pinpin e a luta dos Orcs contra os cavaleiros. Neste momento constatamos a inteligência e coragem dos hobbits antes incabíveis, já que tantas vezes só falam bobeiras e pensam em comida. Em seqüência, temos a tomada dos portões de Saruman por Babarvoré e os outros Ents descrita por Merlin e Pinpin. E é claro, a volta de Gandalf (em grande estilo) que explica como se tornou Branco e sua batalha “verbal” contra o outro branco Saruman, que chega a ser tão manipulador e fingido que chegamos a duvidar ele está do lado de Sauron ou não.
Quem gosta de lendas, tesouros e atitudes nobres deve ler este livro com total cuidado para não tornar o tipo de linguagem utilizada no livro para si próprio. E no mais, é só sentar no sofá sem medo de ser feliz e sem se importar com a raiva e nojo que naturalmente vai sentir do Gollum do decorrer do livro.