O livro narra a história de Eduardo, um garoto de 13 anos, que opta por redigir um diário de forma inversa ao tempo cronológico. Ele inicia em 22 de fevereiro e percorre as páginas até o dia mais significativo de sua vida, 24 de dezembro, delineando assim sua jornada. Ao descrever eventos cotidianos na convivência com sua família adotiva, revela-se a complexidade dessa relação. Descobrimos, ao longo da narrativa, que a história de Eduardo é marcada por desafios e revelações, e em algumas passagens do livro, é possível antecipar o desfecho da trama.
O protagonista compartilha como chegou ao orfanato, após perder a mãe logo após seu nascimento e enfrentar a instabilidade emocional de um pai incapaz de criar um filho sem submetê-lo a diversos tipos de abusos, tanto físicos quanto psicológicos. Eduardo, então, parte para a rua, onde, eventualmente, encontra "Tia Elza". Essa personagem o conduz ao orfanato, cenário no qual ele estabelece laços significativos com outras crianças, destacando-se as amizades com Betão e Cíntia.
Ao longo da trama, surge um envolvimento do leitor com os personagens, especialmente com Dudu. Apesar de a empatia pelo protagonista não ser instantânea, a trama se revela envolvente e propícia a uma leitura rápida. A adaptação à peculiar forma de narrativa do livro pode parecer um pouco estranha no início, mas, com o tempo, revela-se uma experiência cativante e acessível.