O que surpreendeu foi momentos de conservadorismo quanto ao aspecto de família, igreja católica (pasme!), tradição. Dá bons conselhos aos jovens (homens)que pretendem casar. Porém suas idéias sobre a mulher (esposa, filha, atriz, pensadora, etc) são extremamente radicais. Beirando à insanidade. Alguns chistes chegam a causar boas risadas. Humor negro, diria. Não diria que Proudhon foi um misógino, pois em determinados casos, faz elogios certeiros ao sexo feminino. Inclusive transparece um afeto por elas. Muito de sua narrativa sobre o cotidiano europeu de sua época (mil oitocentos e pouco), é extremamente parecido com nossos dias. Um livro que em mãos erradas, doentias, pode causar estragos.