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    O matrimônio -

    Søren Kierkegaard

    Editorial Psy II
    1994
    140 páginas
    4h 40m
    ISBN-10: 8585480688
    Português Brasileiro
    3.6
    20 avaliações
    Leram1Lendo3Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados1Avaliaram20

    PAra Kierkegaard, o que distingue o matrimônio da voluptosidade é o elemento de eternidade nele contido. O livro representa um dos livros-chave para o entendimento do existencialismo cristão, do qual Kierkegaard foi um dos maiores intérpretes.

    Resenhas (2)Ver mais
    Erich Cavalcanti picture
    Erich Cavalcanti11/07/2022Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Alerto que por acaso do destino essa obra (pelo visto pouco conhecida) foi a primeira que peguei de Kierkegaard. Minha leitura pode então não ter sido capaz e captar algo que o autor desejou comunicar. Caso, no futuro, eu mude de opinião com respeito à mesma ao ler mais do autor, volto aqui. Kirkegaard, em "O matrimônio", não argumenta. Ele cospe frases e palavras afirmando sofismas como se fossem verdades. Ele põe Deus quando lhe é conveniente e o remove antes que este seja responsabilizado por algo. Algumas passagens geraram-me certo asco dada ao grau desnecessário de cristianismo. Evidentemente, escolhi a obra errada de Kierkegaard para ler e ele inclusive me adverte: "Imagino que se um profano lesse estas paginas, muito lhe surpreenderia ver que uma questão tão simples possa custar-me tanto empenho". Esquece porém de advertir que um "profano" veria na sua discussão não somente uma prolixidade como também uma escrita cômica. Os argumentos que mais me parecem coerentes são, entretanto, aqueles que ele diz "combater". É nesse momento que vejo clareza e objetividade nas suas falas. Introduzo então duas hipóteses sobre o discurso central do Kierkegaard neste livro: - É um discurso-lixo. Visto que tem argumentos muito mal formulados. O que se complica ainda mais pois o livro é escrito como uma carta que *pretende* convencer alguém de ideias "impuras". Me parece que ele seria capaz de convencer somente àqueles que ao ver menção a "Deus" sentem que o argumento é forte. - É um discurso irônico. Essa suposição introduzo para dar um pouco de esperança à obra. Aqui suponho que Kierkegaard anseia por nos convencer *exatamente do contrário* do que ele se alonga a falar. Daí as falas que ele "combate" serem bem formuladas e as falas que ele usa para combatê-las serem tão desprovidas de espírito. Ele estaria em uma "escrita por absurdo" mostrando o quão sem sentido são as ideias que ele diz ter. Essa "psicologia reversa" que imagino dele deve, porém, ser apenas fruto da minha imaginação, visto que ele é reconhecidamente um existencialista cristão. Mas o que dizer? As coisas ficam tão mais belas quando o cristianismo é extraído delas, como quando um enfermo é finalmente liberto de uma doença que o acomete. Uma citação que achei interessante no sentido "irônico": "Amor, matrimônio: é a mesma palavra, porém, com um acento ora estético, ora religioso e ético. Não se ama mais que uma vez. Para realizar essa palavra se necessita do matrimônio." [...] "A meu ver, comprovação de extrema importância; porque se fosse certo que amamos várias vezes, a causa do matrimônio estaria perdida" E minha resposta a isso é: Perfeito Kierk! ESTÁ perdida!. Como últimos comentários ressalto que existem alguns aspectos interessantes como: - a defesa de que os filhos devem ser bem cuidados - a defesa de que a mulher não deve ser rebaixada ou humilhada (o que é algo muito interessante, dada a época) - o conceito de que devemos sempre conquistar o outro durante um casamento ou união.

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    • 1 estrelas5%
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    Søren Aabye Kierkegaard

    Søren Aabye Kierkegaard foi um teólogo e filósofo dinamarquês do século XIX, mais conhecido por ser o "pai do existencialismo". Filosoficamente, fez a ponte entre a filosofia hegeliana e aquilo que se tornaria no existencialismo. Kierkegaard rejeitou a filosofia hegeliana do seu tempo e aquilo que ele viu como o formalismo vácuo da igreja luterana dinamarquesa. Muitas das suas obras lidam com problemas religiosos tais como a natureza da fé, a instituição da fé cristã, e ética cristã e teologia. Por causa disto, a obra de Kierkegaard é, algumas vezes, caracterizada como existencialismo cristão, em oposição ao existencialismo de Jean-Paul Sartre ou ao proto-existencialismo de Friedrich Nietzsche, ambos derivados de uma forte base ateística.

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    Søren Aabye Kierkegaard