Olá gente, tudo bem? Já tinha lido esse livro, mas demorei um pouco para vir escrever a resenha. Fui "contemplada" com Chikungunya e dengue ao mesmo tempo.. E estava com dedos atrofiados, fora dor e mal estar completo. Ainda não estou legal.. Mas tentando manter um mínimo possível de normalidade.
Bom! Esse livro foi cedido em parceria com a Galera Record, era para ter ele em mãos ano passado, mas chegou para nós esse ano. Mas está valendo!
Eu curti bastante a leitura, que nos traz um enredo pós apocalíptico, onde as pessoas foram feitas de refém após a Terceira Guerra Mundial. Supostamente Aliados Vermelhos faz o que sobrou da população de Manhattan de refém através do punho de ferro de Rolladin. Uma mulher que é capaz aparentemente de tudo para manter a ordem no parque onde mantém parte dos sobreviventes durante o verão, trabalhando e exercendo funções pré determinadas por ela. Muito pouco ou quase nada se sabe de fato sobre a guerra, e Rolladin foi como uma "luz no fim do túnel", ela conseguiu coragem, força, energia para manter seu grupo que estava no subterrâneo do metrô à salvo, além de uma certa "trégua" com os Aliados Vermelhos que os deixam em paz em troca de obediência cega e sob as ordens cruéis de Rolladin. Nesse meio, conheceremos as irmãs Sky e Phee, e sua mãe que mantém segredos das duas de quando a guerra começou e o que aconteceu. Como ela mesma costuma dizer: "tem coisas que é melhor deixar no passado". Porém o inverno se aproxima e elas precisam ir para o parque - único período obrigatório para os que desejam a "proteção" de Rolladin estarem lá no período mais difícil, trabalhando e sendo parcamente alimentados e com um mínimo de conforto possível para a sobrevivência. A mãe das meninas odeia Rolladin, assim como Sky, que é uma leitora voraz e sonha com um mundo fora de Manhattan, onde possa ser livre e ter melhores condições. Enquanto isso Phee é mais pé no chão e destemida, estando sempre dividida entre o mundo que vive com as regras do parque e os sonhos "impossíveis" de sua irmã. As meninas tem cada uma suas próprias opiniões e que divergem e muito. Porém sempre estão lá uma pela outra. Unidas e companheiras mesmo quando há inveja, discórdia e muito mais entre ambas.
No meio dessa luta para sobreviver.. Esse é o único mundo que Sky e Phee conheceram. Antes de ir para o senso de inverno do parque, a mãe das meninas resolve levá-las até a casa que ela morou com Sky, antes da guerra eclodir e tudo desabar e com isso ela encontra um diário.. O diário de sua mãe, com pensamentos e relatos do que aconteceu no decorrer desses longos anos após a guerra. Muito é descoberto pelas irmãs e o mais difícil é: será mesmo certo tomar posse de algo tão íntimo como um diário e invadir a privacidade de alguém? Principalmente esse alguém ser sua própria mãe?
Muitos segredos serão descobertos com esse diário e de repente "uma vida" previsível se torna completamente estranha aos olhos daquelas que cresceram em um mundo em guerra e caos. Estarão preparadas para encarar toda a verdade? Poderá o amor entre irmãs superar qualquer desafio e barreiras?
Descubram lendo.
Quando comecei a leitura fiquei completamente presa e foi uma leitura muito fluída. Adorei cada página virada.. O leitor sempre tem um pensamento sobre uma ou outra coisa que faria diferente.. E claro eu não fico de fora dessa. Mas ainda assim curti cada caminho por onde Lee Kelly nos conduziu.
Espero que também curtam a história!