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    Ensinando a transgredir - A educação como prática da liberdade

    bell hooks

    WMF Martins Fontes
    2017
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788546901401
    Português Brasileiro
    4.7
    1002 avaliações
    Leram1469Lendo447Querem1954Relendo7Abandonos55Resenhas155
    Favoritos171Desejados1954Avaliaram1002

    Em Ensinando a transgredir, bell hooks – escritora, professora e intelectual negra insurgente – escreve sobre um novo tipo de educação, a educação como prática da liberdade. Para hooks, ensinar os alunos a “transgredir” as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor. Ensinando a transgredir, repleto de paixão e política, associa um conhecimento prático da sala de aula com uma conexão profunda com o mundo das emoções e sentimentos. É um dos raros livros sobre professores e alunos que ousa levantar questões críticas sobre Eros e a raiva, o sofrimento e a reconciliação e o futuro do próprio ensino. Segundo bell hooks, “a educação como prática da liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender”. Ensinando a transgredir registra a luta de uma talentosa professora para fazer a sala de aula dar certo.

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    Abayomi Jamila picture
    Abayomi Jamila11/05/2020Resenhou um livro
    0

    Cruzando fronteiras

    O livro trata da experiência da bell hooks como professora universitária no decorrer de vinte anos. A autora narra a sua formação acadêmica e a forma como teve contato com o feminismo e a pedagogia engajada. A pedagogia engajada se configura como o ensino que realmente gera entusiasmo na sala de aula, que habilita os alunos e os professores a sentir a alegria de aprender, que impele a ser criativa e autoriza o envolvimento com os alunos fora do contexto de sala de aula. Seu trabalho tece duras críticas ao modo como feminismo branco de classe média é abordado nas salas de aula, assim como o modo como feministas brancas de apropriam das ideias e dos trabalhos de mulheres não brancas. No decorrer da obra, a escritora conta os impasses, as dificuldades e os ganhos de ensinar a partir de uma perspectiva feminista crítica e de uma pedagogia como prática de liberdade, marcada pelo compremetimento com a valorização das diferenças, a eliminação das desigualdades e injustiças de raça, gênero e classe social.

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    Gloria Jean Watkins  profile picture

    Gloria Jean Watkins

    bell hooks é o pseudônimo de Gloria Jean Watkins, escritora norte-americana nascida em 25 de setembro de 1952, no Kentucky – EUA. O apelido que escolheu para assinar suas obras é uma homenagem a tataravó Bell Blair Hooks. A justificativa do nome ser escrito todo em letra minúsculas, é servir a duas funções: distinguir-se de sua parente homenageada, e estabelecer a importância do conteúdo de seus textos em comparação com a sua biografia. bell hooks usou a própria vida como fonte dos seus primeiros estudos sobre raça, classe e gênero, sempre buscando nesses três elementos, os fatores da perpetuação dos sistemas de opressão e dominação. A autora, feminista e ativista social assumida, foi premiada com um 'The American Book Award', um dos prêmios literários de maior prestígio em seu país. Entre as influências de hooks, além de Martin Luther King, Malcom X e Eric Fromm, figuram a feminista Sojourner Truth (cujo discurso 'Ain't I a Woman?' inspirou uma das obras de hooks), o educador Paulo Freire, o teologista e padre dominicano Gustavo Gutierrez, Lorraine Hansberry, o monge Budista Thich Nhat Hanh, o escritor James Baldwin, e o historiador guianense Walter Rodney.

    61 Livros
    574 Seguidores
    Kentucky, Estados Unidos

    Gloria Jean Watkins