Fidel e a Revolução -

    Judite Elaine dos Santos, Edgar Jorge Kolling

    Expressão Popular
    2017
    420 páginas
    14h 0m
    ISBN-13: 9788577433155
    Português Brasileiro

    Coletivamente concebida, esta publicação, que traz em suas páginas palavras de Fidel Castro e seu legado, tem três grandes objetivos: O primeiro é apresentar a Revolução Cubana e o papel dirigente de Fidel Castro. Ao compreender a formação de um país dependente, escravocrata e colonizado, Fidel manteve a tradição das lutas populares desde a independência, apropriou-se da contribuição teórico-política de José Martí, liderando o povo ao triunfo da revolução. Este curto período histórico – da derrota do quartel Moncada em 1953 até a chegada em Havana em 8 de janeiro de 1959 – condensa os principais elementos da estratégia, das táticas e do desenvolvimento das diferentes formas de luta, predominando a luta armada. Cuba conquista sua soberania nacional. O segundo é compreender o que efetivamente é um processo revolucionário em todo seu conteúdo e suas variáveis. Da necessária e determinante base teórica do marxismo e tática da guerra de guerrilhas até a definição do que transforma uma luta vitoriosa pela soberania em uma luta de caráter socialista, que altera em profundidade todas as relações sociais,políticas, econômicas, culturais, éticas. O terceiro objetivo diz respeito ao aprendizado que este acontecimento histórico representa para todas as lutas em desenvolvimento nos países do então chamado “Terceiro Mundo”, particularmente as lutas pela independência na África, e de modo particular para toda a América Latina.

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    Camila Hassen15/04/2026Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Esse livro é muito bom e funciona quase como uma aula compacta de história e estratégia, mas sem aquele ranço acadêmico chato. A organização dos textos ajuda a entender não só o processo revolucionário, mas também as contradições e escolhas que moldaram tudo. O que mais pega é como as falas do Fidel trazem essa coisa do compromisso real, de não trocar só os nomes no poder, mas mexer na estrutura. Dá um certo incômodo bom, sabe? Faz pensar no quanto a gente aceita pouco. Ao mesmo tempo, em alguns momentos fica meio didático demais, quase repetitivo, o que pode cansar um pouco. Ainda assim, o saldo é muito positivo, principalmente pela força política e histórica. Dei 4,5 estrelas porque é essencial, mas podia ser mais direto em alguns trechos.

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