Arthur ficou muito aliviado quando recebeu um e-mail dizendo que seu telefone celular perdido havia sido deixado com a atendente de um restaurante não muito longe da sua casa. Ao recuperá-lo, tudo parecia estar exatamente como ele havia deixado, a exceção de um novo aplicativo que havia sido instalado em sua tela inicial. A principio ele tenta desinstalá-lo, sem sucesso. Mas, quando o sistema lhe entrega as respostas da prova que ele iria fazer na universidade, tudo muda e Alpha se torna o seu bem mais valioso. Como um simples aplicativo é capaz de alterar tantas coisas em seu mundo, ele não está interessado em saber, desde que possa continuar aproveitando o máximo que conseguir.
'Na tela bloqueada do celular havia uma notificação daquele aplicativo, uma notificação que ele estava evitando até o momento. “Diga se precisar de alguma coisa.” – a mensagem em letras brancas surgiu quando ele tocou no ícone preto.'
Quando toma conhecimento do poder que Alpha pode lhe conceder, Arthur não mede as consequências para obter tudo o que deseja, tomado por um sentimento de ganância e soberania. Mas é como dizem, quando a esmola é demais, o santo desconfia. E, logo ele precisará enfrentar as consequências de seus atos. Eu confesso que não fiquei com muita pena de Arthur, ele teve seus momentos de glória e fez sozinho suas próprias escolhas. Nesse momento nos resta refletir sobre o que faríamos se tivéssemos poder ilimitado. Será que nos reconheceríamos ao olharmos para trás? Usaríamos desse poder de que maneira? Para nosso próprio bem, sem nos importarmos com nada ou ninguém?