MODERNO NA SUA PRÓPRIA PRÁTICA
Muito além da definição da prática profissional relativa ao desenvolvimento de elementos textuais e não-textuais que compõem peças gráficas destinadas à comunicação, Utopia e Disciplina conduz às origens dessa área que surge conceitualmente moderno, nascendo dos movimentos modernistas. Não há portanto design gráfico antes do século 20, e muito menos um design gráfico pré-moderno. O termo é uma denominação de atividade profissional específica, já é de uso corrente internacional, assim como a disciplina amparada na experiência pedagógica do Bauhaus, foi levada à frente por ex-alunos e pelos mestres originais que se espalharam por diversos países centrais por conta da Segunda Grande Guerra. A obra vai a fundo em elementos dos quais o design gráfico nasce, dentro da esfera da arte, mas não necessariamente de uma ou outra determinada área estética. O processo de sua conformação histórica mostra como ele foi moldado por movimentos de caráter estético tanto ligados à pintura quanto à literatura, à escultura, à arquitetura e mesmo à música (o Dada). Estes movimentos modernistas, além de atuarem em área estéticas nem sempre comuns, deram, direta ou indiretamente, mas sempre de forma coesa, contribuições à construção do design gráfico. Sendo assim, mais uma vez mostra-se claro que o design gráfico nasce do modernismo como um todo. CAPÍTULOS Introdução, p. 11-23 O Design Gráfico se Torna Necessário, p. 24-49 Arte e Tensão, p. 50-86 A Veloz Canonização, p. 87-104 As Tendências Não-Canônicas Contemporâneas, p. 105-136 Utopia e Disciplina, p. 137-140
