Parece a história de uma mulher gordinha, compulsiva por doces, que se apaixona pelo próprio carteiro. Talvez se tivesse ficado por aí, ela tivesse sido boa... não me leve a mal, a minha crítica não se trata sobre a escolha do casal principal, e sim sobre como o romance foi desenvolvido.
A trama gira em torno de Josey, a heroína oprimida pela mãe e reprimida pela cidade inteira, que se apaixona pelo seu carteiro que não apenas é um antigo fanático por esportes radicais, como também já foi um advogado de Chicago. Junte a isso o fantasma da irmã morta que vive em seu closet com uma segunda irmã, que trabalha em uma lanchonete e é perseguida por livros fantasmas.
Essa sinopse já seria mais do que suficiente para pegar o livro, o problema é que esse romance não é uma crítica de costumes, uma história de superação ou ainda, uma história de amor emocionante com personagens comuns. É apenas uma história em que tudo dá certo sem explicação convincente, sem desenvolvimento interessante.
A partir disso, somos saudados por mais uma infinidade de personagens secundários que apenas falham em ajudar a desenvolver a trama. Não há uma única situação em que o amadurecimento dos protagonistas exija uma interação com eles, e isso é obviamente chumbo trocado.
A abundância de detalhes irrelevantes provavelmente foi uma tentativa da autora em tornar a leitura mais leve e dinâmica, mas isso só acabou com a premissa heroína-gorda/carteiro que poderia ter sido cômica ou romântica.