Pós-neoliberalismo e penalidade na América do Sul -

    Máximo Sozzo, Ana Claudia Cifali, Jorge Paladines, Maria Lucrecia Hernandez, Martha Lia Grajales, Rodrigo Azevedo

    Fundação Perseu Abramo
    2017
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-13: 9788557080553
    Português Brasileiro

    Nas últimas décadas, verificou-se um crescimento extraordinário do encarceramento na América do Sul, com algumas variações nos contextos nacionais, mas todos no marco de uma mesma tendência. Há vinte anos, as taxas de encarceramento eram relativamente baixas na maioria dos países da região. Certamente não é uma tarefa fácil reconstruir os dados oficiais de tal período. Em 1992, deixando de lado pequenos países do norte da América do Sul que possuíam menos de um milhão de habitantes, tais como Guiana, Guiana Francesa e Suriname, apenas três países contavam com 100 presos ou mais para cada 100 mil habitantes: Uruguai (100), Venezuela (133) e Chile (154). Em vários contextos, apresentavam-se taxas “escandinavas”, tais como a Argentina (62), Peru (69), Equador (75) e Brasil (74).

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