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    A Tibieza - Seus Sinais, Consequências, Remédios

    Monsenhor Ascânio Brandão

    Nebli
    2017
    46 páginas
    1h 32m
    ISBN-13: 9788569098287
    Português Brasileiro
    4.9
    22 avaliações
    Leram29Lendo2Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados14Avaliaram22

    A tibieza é uma doença espiritual e das mais graves e perigosas. É o verme roedor da piedade. Micróbio terrível! Mina o organismo espiritual, sem que o enfermo perceba. Enfraquece a pobre alma. Amortece as energias da vontade. Inspira horror ao esforço. Afrouxa a vida cristã. Espécie de languor ou torpor, diz Tanquerey, que não é ainda a morte, mas que a ela conduz sem se dar por isso, enfraquecendo gradualmente as nossas forças morais. Pode-se compará-la a estas doenças que definham, com a tísica, e consomem pouco a pouco algum dos órgãos vitais. É uma sonolência, um sistema de acomodações na vida espiritual. O tíbio não quer lutar. Tem horror ao combate da vida cristã. Não compreende a palavra de Nosso Senhor no Evangelho: “Eu não vim trazer paz, mas a guerra! Guerra ao pecado, guerra às paixões, guerra à indiferença. Quem não é por mim, é contra mim! O tíbio não compreende este radicalismo sublime do Evangelho e da cruz. Numa palavra o define bem o Espírito Santo: é morno. Nem frio nem quente. Nem o ardor da caridade, o fogo do amor, nem o gelo da descrença e da impiedade e da morte da alma.

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    Frederico Coqueiro Dias picture
    Frederico Coqueiro Dias06/05/2025Resenhou um livro
    0

    O livro A Tibieza, escrito por Monsenhor Ascânio Brandão, é uma profunda análise espiritual sobre um dos maiores perigos para a vida interior do cristão: a mediocridade espiritual, também chamada de “tibieza”. Publicada pela primeira vez em meados do século XX, esta obra se mantém atual por seu conteúdo direto, vigoroso e profundamente pastoral. A tibieza, conforme descrita pelo autor, é o estado da alma que já conheceu o fervor, mas que, aos poucos, vai se tornando morna, superficial e acomodada no caminho da fé. Não se trata da ignorância ou da fraqueza inicial, mas do declínio de quem já foi fervoroso e agora se contenta com o mínimo. Monsenhor Ascânio a descreve como uma doença espiritual silenciosa, que leva à perda da generosidade para com Deus e, muitas vezes, à estagnação ou mesmo à queda moral. A obra é dividida em capítulos curtos, com linguagem clara e acessível, mas sempre exigente. O autor mistura ensinamentos doutrinais, trechos da Sagrada Escritura, reflexões espirituais e exemplos de santos, formando uma verdadeira meditação para o leitor. A cada página, percebe-se o objetivo do autor: despertar o leitor para o perigo da tibieza e convidá-lo à conversão, ao retorno ao primeiro amor, à busca da santidade com zelo. Alguns temas abordados com destaque são: • Os sinais da tibieza: negligência nos deveres espirituais, busca de comodidade, falta de generosidade. • As causas: apego ao mundo, orações mal feitas, abandono da vigilância espiritual. • Os remédios: exame de consciência sincero, frequência aos sacramentos, leitura espiritual, espírito de sacrifício. A Tibieza é mais do que um livro; é um chamado à conversão. Monsenhor Ascânio Brandão, com sabedoria pastoral, nos coloca diante de uma escolha: continuar numa fé morna ou reacender o fogo do amor a Deus. Para quem deseja crescer na vida espiritual, trata-se de uma leitura essencial.

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    Ascânio da Cunha Brandão profile picture

    Ascânio da Cunha Brandão

    Nascido em 2 de Março de 1901, em Paraibuna do Sul, Estado do Rio de Janeiro, muito cedo escolheu a carreira sacerdotal, que tanto deveria honrar com o exemplo, a palavra e a pena. Ordenado sacerdote, em 12 de Julho de 1925, exerceu os cargos de Secretário de D. Epaminondas, Diretor Espiritual do Seminário Diocesano e do Ginásio Diocesano , redator chefe do jornal "O Lábaro", orientador das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, fundador e vigário da Paróquia de São Dimas, em São José dos Campos, fundador e diretor do Jornal e Gráfica São Dimas.Pregava e escrevia continuamente, tendo publicado quarenta livros de espiritualidade. Dedicando-se a todos e a tudo, com alma e com coração, não teve tempo para pensar em si próprio. Viveu pobre, morreu pobre, em 20 de Janeiro de 1956, mas amado e admirado de todos e principalmente amado de Deus e da Santa Igreja.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Ascânio da Cunha Brandão