Princesa - A história real da vida das mulheres árabes por trás de seus negros véus

    Jean P. Sasson

    Best Seller
    2006
    252 páginas
    8h 24m
    ISBN-10: 8571233179
    Português Brasileiro

    Este livro conta a história de "Sultana", uma autêntica princesa árabe que, apesar de ter nascido em meio a uma incrível riqueza, nunca se conformou em viver sob tradições religiosas que tornam praticamente insuportável a vida das mulheres.Em seu país, a Arábia Saudita, onde ainda vigoram costumes milenares ditados pelas leis do Corão, a mulher quase nada vale: seu nascimento e morte não constam de registros públicos; a vontade do homem- pai,irmão ou marido - prevalece totalmente sobre seus direitos mais primários;e ela ainda é vítima de todo o tipo de violência sexual, opressões e punições impiedosas por qualquer "desvio" de comportamento, podendo ser condenada ao apedrejamento até a morte em praça pública por "crime sexual" ou ter a sentença executada no próprio ambiente doméstico.A princesa Sultana, embora impedida de revelar seu verdadeiro nome, por temer a ira dos líderes religiosos, que a condenariam à morte por tornar públicas suas práticas bárbaras,relatou a sua história e a se sua família a Jean P. Sasson,autora americana especializada em Oriente Médio.O resultado foi um trabalho de sensibilidade, que emociona pela contundência de suas denúncias e da defesa apaixonada dos direitos da mulher.

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    Leituras e Reflexões13/10/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Triste! Aterrador! Quem conhece a história do povo de Israel e sua cultura, percebe nitidamente a diferença entre o tratamento ensinado por Deus para com as mulheres e o tratamento dispensado a elas por outros povo do Oriente médio. Impossível não sentir um pouco do terror ao imaginar a condição das mulheres árabes ao longo dos séculos. Impossível também não sentir uma espécie de alívio em ser mulher e não ter nascido naquela região. Como somos privilegiadas! Em poder escolher nossos companheiros, em poder celebrar filhos, sejam eles meninos ou meninas, com a mesma alegria. O que mais entristece é saber que existiram e existem mulheres em piores condições (bem piores) do que as de Sultana. Seres humanos que, além de serem mulheres, são pobres. Como a raça humana consegue deturpar tudo com sua maldade! Até mesmo a própria religião, que tem um objetivo tão sublime! Conseguimos corromper tudo que nos vem à mão! Misericórdia de nós, Senhor! Eu oro pelo mundo! Eu oro pelo Oriente Médio! Maranata!

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