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    The Will to Change - Men, Masculinity, and Love

    bell hooks

    Washington Square Press
    2004
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9780743456081
    4.5
    62 avaliações
    Leram87Lendo32Querem233Relendo0Abandonos6Resenhas10
    Favoritos11Desejados233Avaliaram62

    Everyone needs to love and be loved -- even men. But to know love, men must be able to look at the ways that patriarchal culture keeps them from knowing themselves, from being in touch with their feelings, from loving. In The Will to Change, bell hooks gets to the heart of the matter and shows men how to express the emotions that are a fundamental part of who they are -- whatever their age, marital status, ethnicity, or sexual orientation. With trademark candor and fierce intelligence, hooks addresses the most common concerns of men, such as fear of intimacy and loss of their patriarchal place in society, in new and challenging ways. She believes men can find the way to spiritual unity by getting back in touch with the emotionally open part of themselves -- and lay claim to the rich and rewarding inner lives that have historically been the exclusive province of women. A brave and astonishing work, The Will to Change is designed to help men reclaim the best part of themselves.

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    Ana Carolina Correia11/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “The Will To Change”: oportunizando o amor aos homens

    Em meio a minhas leituras das obras de bell hooks, duas obras se destacam [para mim]: All about love e The will to change, e ambas têm algo em comum: falam sobre amor. A escrita de bell hooks sobre amor não é piegas, não é repleta de clichês, não é romantizada; é tocante, é comovente, é visionária. Em All about love, ela tenta estabelecer como amar, como ser amado, sobre os benefícios do amor e como todos os precisamos. Já em The Will to Change, ela volta a discussão do amor para os homens; que em uma sociedade patriarcal os rouba da capacidade de sentir, os roubando, portanto, a capacidade de estabelecer relações amorosas consigo mesmos e com outros. Compreender o papel do patriarcado na construção de uma masculinidade [patriarcal] que prejudica a identidade de meninos e homens; de modo a prometer sucesso e grandiosidade a homens, desde que eles exerçam dominância sobre mulheres, crianças e homens mais fracos que eles, é fundamental para analisar a falta de satisfação, a infelicidade e a dor de homens. Como hooks fala: Se o patriarcado fosse verdadeiramente recompensador para os homens, a violência e o vício na vida familiar, tão onipresentes, não existiriam. (…) Se o patriarcado fosse recompensador, a insatisfação avassaladora que muitos homens sentem em suas vidas profissionais — uma insatisfação amplamente documentada no trabalho de Studs Terkel e ecoada no tratado de Faludi — não existiria. hooks reflete sobre como essa masculinidade é encorajada pelos pais e mães, pelos colegas de escola e pela mídia. Ela observa a solidão de meninos e rapazes que constantemente recebem a mensagem de que eles devem ser violentos. A falta de ensino de que meninos e rapazes precisam aprender a lidar com seus sentimentos através de palavras, não de violência, prejudica a formação de uma inteligência emocional e dificulta sua interação com outras pessoas. A mesma comenta sobre como a homofobia é utilizada, junto de outros artifícios, para podar meninos e homens a serem quem são sem vergonha. Utilizando da frase “você não pode curar o que você não sente”, hooks fala da necessidade de cura para homens, e da dificuldade que é essa restauração já que eles não estão em contato consigo mesmo s— eles não estão em contato com seus sentimentos. A máscara da masculinidade patriarcal é ensinada desde muito cedo a meninos e isso significa que desde muito cedo meninos aprendem a criar um self de si que corresponda a essas características da masculinidade hegemônica. Essa máscara os priva de amar. Alongo-me nessa resenha, pois o livro mexeu comigo. The Will to Change foi um dos poucos livros que li que demonstra verdadeira preocupação para com os homens por um viés feminista. Em The Will to Change, hooks está preocupada com a humanidade de homens. Construir uma identidade que corresponda aos moldes patriarcais os roubou de sua humanidade, os roubou da capacidade de amar. Felizmente, a discussão sobre masculinidade e outras masculinidades possíveis que não sejam patriarcais está aumentando, ou seja, homens desejam mudar; eles não são incapazes de melhorar, como muitas de nós já pensamos. Homens merecem amar e ser amados; assim como eles precisam do amor para viverem plenamente. The Will to Change oportuniza aos homens a possibilidade de mudarem e do amor. O amor, para hooks, possui um poder transformador em que possibilita mudanças sociais. Homens conseguirem praticar o amor fará uma mudança social radical em que alterará a criação de meninos, melhorará as dinâmicas familiares, acabará com a violência masculina, possibilitará a construção de homens íntegros. Eu não apenas recomendo essa leitura, eu urjo a sua leitura, assim como urjo para que suas reflexões sejam ampliadas mundo a fora.

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    4.5 / 62
    • 5 estrelas48%
    • 4 estrelas42%
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    Gloria Jean Watkins  profile picture

    Gloria Jean Watkins

    bell hooks é o pseudônimo de Gloria Jean Watkins, escritora norte-americana nascida em 25 de setembro de 1952, no Kentucky – EUA. O apelido que escolheu para assinar suas obras é uma homenagem a tataravó Bell Blair Hooks. A justificativa do nome ser escrito todo em letra minúsculas, é servir a duas funções: distinguir-se de sua parente homenageada, e estabelecer a importância do conteúdo de seus textos em comparação com a sua biografia. bell hooks usou a própria vida como fonte dos seus primeiros estudos sobre raça, classe e gênero, sempre buscando nesses três elementos, os fatores da perpetuação dos sistemas de opressão e dominação. A autora, feminista e ativista social assumida, foi premiada com um 'The American Book Award', um dos prêmios literários de maior prestígio em seu país. Entre as influências de hooks, além de Martin Luther King, Malcom X e Eric Fromm, figuram a feminista Sojourner Truth (cujo discurso 'Ain't I a Woman?' inspirou uma das obras de hooks), o educador Paulo Freire, o teologista e padre dominicano Gustavo Gutierrez, Lorraine Hansberry, o monge Budista Thich Nhat Hanh, o escritor James Baldwin, e o historiador guianense Walter Rodney.

    61 Livros
    575 Seguidores
    Kentucky, Estados Unidos

    Gloria Jean Watkins