Velázquez é Velázquez!
Realmente não me parece justo acreditar que Velazquez teria inveja de qualquer outro pintor, afinal “Velazquez é Velazquez”. Tampouco acusar Picasso de sair em busca de dinheiro por uma obra de arte ou destruí-la fazendo uma “releitura” forçada, já basta o caso Monalisa. Eu esperava mais biografia. O foco do livro foi no policial protagonista e não no maior retratista de todos os tempos, copiado e fonte de inspiração para muitos outros artistas ao longo do tempo. É verdade que ser o pintor do rei me parece um tanto monótono, talvez ele precisasse de algo para dar sentido à própria vida, além de outro nu (Vênus no Espelho): fazer parte da Ordem de Santiago. Esperava que o livro me respondesse, inda que de forma fictícia: quem pintou a insígnia no seu autorretrato em As meninas?
