[Resumi o livro inteiro, quem quiser conferir, vja no histórico de leitura].
Li o livro com muita espectativa. Antes da leitura desse livro já havia lido o 'Apologética no diálogo', e a leitura de Ronald Nash me deixaram esperançoso quanto ao pressuposicionalismo. As coisas não progrediram como eu esperava. Pelo menos não com o pressuposicionalismo clarkiano. Ainda é cedo para rejeitá-lo, mas esse pode ter sido o primeiro passo...
Quero dar um mui breve resumo e depois destacar pontos positivos e negativos.
RESUMO
O livro começa refutando a epistemologia evidencialista. Em partes separadas (espalhadas por todo o livro) ele rejeita o empirismo e o racionalismo não-cristão. Cheung propõe um ataque epistemológico a toda cosmovisão, de modo que somente a cosmovisão cristã forneça os pressupostos para a integibilidade. Ele porém mostra que mesmo com os pressupostos ilegítimos dos sistemas não cristãos ( ilegíticmos por não os pertencerem, ou por não se sustentarem) o cristianismo prevalece. Seria um tipo de reductio ad absurdum. Mas o ideal é desconsiderar as objeções por não ter elas fundamento epistemológico.
Cheung disserta sobre o que entendi ser o um método fundacionista de analisar a epistemologia e propõe que o axioma da cosmovisão deve se autojustificar, ser abrangente o suficiente para montar uma cosmovisão e possibilitar o conhecimento, além de, claro, não ser autocontraditório.
Depois Cheung aborda as Questões Últimas. Ele, apesar de apreciar a divisão de Nash, aborda-as distinguindo nas categorias: Logos, Metafísica, Epistemologia, Ética, Soteriologia. Ele trabalha na doutrina do Logos conforme Clark, com um trabalho exegético em João 1:1ss. Na metafísica ele posiciona-se como um determinista, e faz de Deus a causa de TODO efeito no mundo. É salientado, naturalmente, o fato, de conformidade com o ensino bíblico, a criação, ex nihilo, do mundo material e imaterial. De conformidade com tal posição, Cheung, na epistemologia, assume a posição de que todo conhecimento é uma insersão imediata de Deus na mente humana, e que os fatos simultâneos que ocorrem no mundo são apenas as ocasiões em que esse conhecimento é inserido em nossas mentes (esses fatos também são efetuados por Deus); Cheung vê isso como uma solução perfeita para o problema mente e corpo. Na ética, obviamente, Cheung observa que ela pressupõe Deus. Na Soteriologia (que é trabalhada de modo extendido no último capítulo), ele observa que a hamartiologia segundo a doutrina cristã é plenamente satisfeita pela soteriologia cristã (mais uma vez, um comentário que talvez poderia ser dispensado, óbviamente Cheung apresenta a soteriologia calvinista determinista).
Cheung trabalha (também de maneira não organizada) com posições anti-intelectuais, refutando-as de maneira muito interessante.
PONTOS FORTES
Cheung é peremptório ao abordar analiticamente o evidencialismo, e o refuta de maneira brilhante. O empirismo é também analisado e refutado. Destaco a observação de que o conhecimento indutivo, de maneira empirista, é falacioso ao emitir valores probabilísticos.
..........CONTINUAREI MAIS TARDE