Era uma vez... um Urso (Era uma vez... #1) -

    Bianca Luna

    Amazon
    2018
    250 páginas
    8h 20m
    ISBN-10: B1779K35FX
    Português Brasileiro

    Pamela sempre achou estranho os avistamentos de animais selvagens na cidade, mas nada a tinha preparado para se envolver nesse mundo ao ser confundida com uma ladra (e raposa) e Bucky era a única pessoa que podia ajudá-la a sair da confusão. Ela era apenas a amiga de uma cliente, as palavras que trocaram não passariam daquela noite... ou assim Bucky pensou. Ele não imaginou o momento, nem em seus sonhos mais alucinados, mas lá estava sua "Mel", vendo-o se transformar em humano novamente.

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    Raissa Andrade picture
    Raissa Andrade05/02/2018Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Devo ter entrado duas vezes seguidas na fila da paciência divina, porque nada mais explica…

    Às vezes fico pensando o que eu foi que eu fiz pra merecer duas leituras difíceis (não no bom sentido) seguidas, e aí eu lembro o quanto vocês gostam de me ver jogando fósforos pro circo pegar fogo e aceito que deve ser por isso mesmo. Já estou pagando todos os meus pecados de agora, e acho que mereço um lugarzinho vip e open bar no inferno (porque ainda não paguei o suficiente pra ir pro céu, certeza). Graças a nossa senhora das leitoras corajosas e masoquistas, “Era uma vez… um urso” não foi tão ruim como o anterior. Ele é o terceiro (agora segundo *risos*) livro da coletânea Nas Sombras da Cidade, que foi publicada um dia desses na Amazon, e o primeiro que leio da Bianca Luna. Por sinal, ele tem uma capa muito fofinha que me lembrou a de Alice da coleção clássicos da Zahar (o que é bem apropriado, considerando uma “certa referência”). Vou resumir rapidinho aqui, pros quindins que estão caindo de paraquedas, sobre o que fala o livro: O prefeito da cidade de Kingstonshire contrata Lauren, uma troca-peles, para roubar um colar de diamantes da sua adversária eleitoral (não me perguntem o motivo, eu ainda não sei). Lauren, como a ladra profissional que é, esquece que existe tecnologia nesse mundo e é pega com a boca na botija. Enquanto foge, ela encontra Pamela, uma humana muito parecida com ela, e entrega o colar pra desconhecida, assim a polícia iria atrás de Pamela e ela ficaria livre. A coitada da Pamela desata a correr mais rápido que o Usain Bolt, despista os policiais e invade a casa de um estranho para se esconder, sem ter a mínima ideia de que conhece sim o dono do lugar e que ele tem um crush secreto nela. Joseph, o troca-peles urso, como um bom mocinho “apaixonado”, entra nessa confusão toda e ajuda a Pamela a se livrar da polícia e da raposa que AINDA está atrás dela. Escondam vossos potes de mel (deus me livre de ler mais uma piadinha sobre isso) porque as abelhas chegaram pro ataque. Ao meu comando… Atacar! Primeiramente (fora temer), preciso dizer que o livro não é exatameeeente ruim. Sabe quando você lê aquele livro chato da faculdade/escola e no final repara que não aprendeu absolutamente nada? Que, sendo sincero, mal entendeu metade da coisa? Foi exatamente a minha reação ao terminar a leitura. Na verdade, foi um pouco pior porque o livro estava repleto de erros gramaticais (e de enredo) e eu me senti na obrigação de ser uma pessoa legal e fazer aquela revisão gratuita e comentada enquanto lia (deixe seu agradecimento após o bip. Biiiip). Sobre os personagens principais: não consegui gostar realmente de nenhum. Joseph parece um cara super maneiro e amorzinho no começo (ele é bipolar, não é possível), mas quando a Lauren entra em cena mostra seu lado macho-alfa-super-protetor-e-arrogante e torna-se incapaz de sequer deixar a Pamela sozinha na própria casa por algumas horas; além de ser extrema e desnecessariamente grosseiro (e preconceituoso) com a raposa. O fato dela ser uma “ameaça ao amor da vida dele” pode servir de justificativa para os menos rigorosos, mas pra mim não desceu. Falando na Lauren, pelo amor de Deus (insira aqui um facepalm do tamanho desse textão)... O que foi isso? Ela com certeza entrou para o meu top10 de piores “vilãs” literárias que já conheci. Para uma ladra profissional, ela é muito descuidada; para uma raposa, meio burra; e para uma mulher adulta, muito infantil. Se eu pudesse entrar na mente dessa personagem por 24 horas, tinha resumido o livro todo em dois capítulos de tiro, porrada e bomba, e ainda sairia completamente vitoriosa, a rainha do Submundo. Pra vocês terem uma ideia, a Lauren descobre que Pamela conseguiu fugir e que a polícia recuperou o colar e, em vez de repetir a tentativa (afinal, está sendo paga para roubar a jóia), ela vai atrás da HUMANA para tirar satisfação com a coitada por ela ter deixado os diamantes para trás. E quando a Pamela consegue escapar das suas garras, Lauren esquece completamente do trabalho e foca em se vingar da garota, porque segundo ela a culpa de toda essa bagunça é da Pamela (SIM, A PAMELA, QUE NÃO FEZ NADA ALÉM DE CORRER E AJUDAR A LAUREN A ESCAPAR). E depois, ela decide que a culpa não é apenas da humana, como também do prefeito, o mandante do crime… Tal qual uma criança de oito anos que sempre diz que “foi fulano” quando faz algo de errado. E a Pamela não fica muito atrás, não. Achei ela inocente, despreocupada e infantil demais. Inclua “dependente de macho para salvá-la” também. Eu sei que Lauren, como troca-pele, é mais forte e mais rápida que um humano, mas a Pamela (tirando a cena do aparador de livros, e mesmo com ela tenho minhas ressalvas) nem se esforça. Ela faz apenas o suficiente para dar tempo de entrar em contato com o Joseph e ele vir resgatá-la. Me poupe. * Bom, resumindo: achei uma enrolação gigantesca. O plot é fraco e a gente nota o esforço da autora em estender o livro, inserindo diálogos melosos, explicações desnecessárias, ações/personalidades que não combinam com aquelas que os personagens deveriam seguir, e um spinoff enorme sobre dois personagens secundários (que poderia ter sido liberado apenas na versão solo do livro). E com toda essa extensão, é difícil acreditar que ainda restaram diversos pontos em aberto no livro, mas é verdade. Triste, não? Se a autora tivesse levado o enredo mais para o lado da ação (e colocado umas tretas no caminho, porque tudo se resolve muito fácil nesse livro), poderia ter se saído melhor. PS: por sinal, o spinoff do Aidan e da Camie é melhor que o livro todo (ainda que não seja exatamente ~bom~).

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