A influência do pietismo alemão foi poderosa na história protestante. O afilhado de Spener, o Conde Zinzendorf, importante líder dos irmãos morávios, trouxe grande impulso ao movimento missionário evangélico. Cada grupo de vinte cinco irmãos morávios sustentava um missionário. William Carey confessou ter tido a influência do exemplo morávio no seu zelo missionário. Através dos irmãos Morávios, John Wesley se converteu na Inglaterra, e, pelo seu ministério, a Inglaterra conheceu o maior avivamento espiritual de sua história. A intrepidez, a confrontação pessoal e a linguagem direta caracterizaram a pregação dos metodistas. Contra o antinomianismo, pregava-se uma fé viva. John Wesley via a experiência da justificação pela fé não apenas como uma libertação das angústias e frustrações resultantes da busca por justiça própria, mas como um caminho para servir a Deus, motivado por amor, gratidão e devoção. A fé salvadora foi reconhecida como a “fé que opera pelo amor” (Gálatas 5: 6) e que nos permite dizer “não sou eu quem vive mais, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2: 20). Tratava-se de uma confiança pessoal no Jesus que “me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2: 20).
Reconsiderando o Pietismo - Recuperando uma tradição evangélica
Roger Olson, Christian Collins Winn
Sal Cultural
2017
190 páginas
6h 20m
ISBN-13: 9788567383194
Português Brasileiro
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