Resenha: The Mime Order
The Mime Order é definitivamente meu favorito da série de The Bone Season, atrás apenas do quarto livro, The Mask Falling. Eu fiz a releitura dele pela versão revisada, após ler o primeiro livro revisado, e só me sinto ainda mais apaixonada por esse livro. As mudanças foram mínimas, levando em consideração que o primeiro livro foi editado extensivamente, e serviram muito mais para alinhar o tom e as pequenas mudanças de caracterização com as feitas no primeiro livro. Esse livro foi o que me fez me apaixonar pela série, eu amei explorar a Londres desse mundo distópico e fantasioso, e a Samantha Shannon é uma mestra em criar atmosferas perfeitas para a história de cada livro dela. A Londres de The Bone Season é sombria, histórica e cheia de armadilhas, um antro de mime-crime repleto de traições e segredos obscuros. Acompanhar a Paige de volta em Londres como mollisher do Jaxon Hall e uma figura de proeminência no Underworld da cidade foi fascinante, algumas pessoas comentam que a primeira parte do livro é muito lenta e arrastada por causa da falta de ação e monotonia, mas eu particularmente gostei bastante, eu acho importante para a história que nós possamos ter contato com quem a Paige era antes de Oxford, e também entender com o Sindicato dos clairvoyants funciona. Eu gostei muito de como a Paige vai em busca dos outros sobreviventes de Oxford e faz todo o possível para que eles fiquem bem e seguros; ela se importa muito com as pessoas que entram na vida dela e isso é muito inspirador, acho que esse é um dos motivos que fazem dela uma líder tão boa e simpática para a revolução. The Mime Order é um livro que reforça muito a força da Paige como uma protagonista, e eu sinto que a edição revisada fez um trabalho ainda melhor de destacar as mudanças que a experiência dela em Oxford causou, e como ela não consegue mais voltar a ser a pessoa que ela era antes, vivendo embaixo da sombra do Jaxon. Eu adorei a dinâmica entre os Seven Seals, especialmente porque outro ponto positivo das edições revisadas foi que a Samantha Shannon aprofundou mais a relação entre eles; nas edições originais, a Paige era muito próxima principalmente do Nick e também da Eliza, e um pouco do Zeke, mas a Danica e a Nadine eram um pouco neutras na histórias. Agora, existe uma construção mais intencional desses personagens como uma found-family; foram pequenas mudanças que trouxeram isso à tona, mas que fizeram toda a diferença na forma como o leitor entende esse grupo de personagens. O Nick e a Eliza ainda são as pessoas mais próximas da Paige, mas nós conseguimos sentir que há laços de afeto entre ela e os outros três Seals também, e eu gostei bastante disso. Com relação ao Jaxon Hall, eu poderia passar horas falando sobre como ele é um personagem genial; um dos pontos altos de The Bone Season para mim, sem sombra de dúvidas, é a dinâmica entre a Paige e o Jaxon. O Jaxon foi a pessoa que apresentou um mundo novo para a Paige, que libertou ela de uma vida monótona e que com certeza acabaria cedo, e deu para ela poder e reconhecimento de uma forma que ela nunca poderia imaginar ter; no entanto, ele é cruel e manipulador, e ao mesmo tempo que ele claramente se importa com a Paige e quer ter ela ao lado dele, ele também vê ela como um pertence, e não admite que ela se torne maior do que ele ou que vá contra os planos que ele tem para ela. A cena da scrimmage que acontece próximo ao final do livro é sempre muito impactante para mim, pois ver a relação deles ruindo de forma definitiva, por mais negativa que a presença do Jaxon seja para a Paige, é muito difícil. Eu amei a dinâmica entre a Paige e o Warden nesse livro, principalmente depois de reler o primeiro na versão revisada eu consigo apreciar ainda mais o respeito e afeto que eles têm um pelo outro, e eu amo o aspecto de amor proibido que o romance deles tem, é um dos meus tropes de romance favoritos. Eu adorei todas as cenas entre eles, principalmente a cena do Music Hall, com certeza é uma das minhas favoritas da série de livros inteira, e não apenas de The Mime Order. Por fim, a segunda parte do livro é eletrizante, eu não conseguia parar de ler, a corrupção do Sindicato, a luta pela Rose Crown, as revelações sobre os Rephaim e todas as reviravoltas que ocorrem nesse livro tornaram dessa leitura uma experiência incrível, eu amei cada momento. Eu adorei conhecer mais sobre o Sindicato, os mime-lords e mime-queens, além dos outros diferentes poderes de clairvoyants. A expansão do mundo de The Bone Season apenas me impressiona a cada livro que eu leio, a Samantha Shannon é realmente uma mestra em construção de mundo.



