Penha de França (Série História dos Bairros de São Paulo Volume 31) - Série História dos Bairros de São Paulo

    não informado

    Arquivo Histórico Municipal
    2018
    97 páginas
    3h 14m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O Livro conta a História do Bairro da Penha, em especial a Penha de França.

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    Guilherme Amaro05/07/2022Resenhou um livro
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    Penha de França

    Livro Penha de França série de histórias dos bairros de São Paulo vol. 31. Autores Wilker de Almeida, Jorge Gonçalves de Macedo. Edição 2017. A capa contém um mapa (planta geral) de 1897 da Penha de França com a Linha de Ferro Central do Brasil e também o bairro de Vila Gomes Cardim (Tatuapé). Eu moro nesse bairro há 29 anos. Quando encontrei esse livro fiz questão de ler. Figuras da história visitaram a Penha como D.Pedro, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire. "A colina da Penha ergue-se, com destaque, no meio de regiões baixas e de várzeas." Aroldo de Azevedo Pg 21 " Com os contínuos deslocamentos, faziam-se necessários locais de pousada para as tropas, onde os homens descansavam e as montarias eram alimentadas. Conforme Gilberto Marques, " a colina da Penha era o primeiro ponto de parada dos bandeirantes que deixavam a vila de São Paulo em direção a Minas Gerais dos Cataguás por meio do Vale do Paraíba." Pg 22 " Os doces penhenses entre os quais a cocada, o manjar e o bolo de fubá já eram famosos. Pg 27 " Em seu retorno ao Rio de Janeiro, no dia da Proclamação da Independência, D. Pedro I novamente pernoitou na Penha." " Da mesma forma, D Pedro II 3 D. Teresa Cristina teriam passado pela Penha em 1886, em sua última viagem a São Paulo antes da Proclamação da República."Pág. 29 No dia seguinte, D. Pedro prosseguiu viagem. Em seu retorno ao Rio de Janeiro, no dia da Proclamação da Independência, D. Pedro I novamente pernoitou na Penha. A pensão onde passou a noite foi, de 1844 a 1905, residência do vigário, Padre Antônio Benedito de Camargo. Foi também moradia de Settimo Gozzoli, administrador da "Chácara dos Padres". A edificação foi demolida em 1965. Pág 29 D. Pedro II e Dona Teresa Cristina teriam se hospedado em uma mansão, próxima a matriz, que dominava a ladeira, hoje denominada rua Coronel Rodovalho. Pág. 30 Antônio Proost Rodovalho foi promovido a coronel durante a Guerra do Paraguai, em 1868. De 1866 a 1870 foi presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo. Em 1894, fundou a Associação Comercial de São Paulo, tendo sido seu primeiro presidente Contribuiu com a introdução dos serviços do correio, saneamento básico e instalações elétricas no bairro. Sua mansão (acima), próxima à Matriz, dominava a ladeira - hoje denominada Rua Coronel Rodovalho. D. Pedro II e Dona Teresa Cristina teriam se hospedado nessa mansão. Edificação demolida e construído prédio no local. Pág 30 ACERVO MEMORIAL PENHA DE FRANÇA. . WILKER DE ALMEIDA, GONÇALVES DE MACEDO, Jorge. Penha de França - Série História dos bairros de São Paulo. No final da década de 1930, com uma população formada por descendentes das famílias tradicionais, por imigrantes, principalmente italianos, árabes, portugueses e espanhóis e por filhos e netos de antigos escravos. Pág. 37 Os combates entre os revoltosos e as tropas federais foram intensos e sangrentos. Cerca de quinhentas pessoas morreram e cinco mil ficaram feridas, O Presidente de São Paulo, Carlos de Campos, refugiou-se na Penha, estabelecendo seu gabinete no Posto Policial do Largo do Rosário. Pág 33 No século XX, contudo, com a explosão demográfica, os loteamentos foram sendo paulatinamente partilhados, dando origem as "vilas" 1, ao sul, estão as mais antigas, nos vales dos ribeirões Guitiains e Aricanduva: Vila Carlos de Campos e Vila Centenário, além dos núcleos pertencentes a outros bairros; 2. para o leste, as terras de D. Maria Carlota, beirando o Córrego Rincão, dariam origem ao bairro da Vila Esperança; 3, a oeste, não houve o surgimento das vilas penhenses, quer porque o sopé da colina, próximo ao Aricanduva, era o limite do bairro. quer porque, a noroeste, o Tietê representava uma barreira natural. 4. ao norte, os núcleos, ao longo do Tiquatira, datam em geral da década de 1920: Vila São Geraldo, Vila Santana, Vila Lais, Chácara da Penha, Jardim da Concórdia, Jardim Jaú e os núcleos do Cangaíba. Pág 52 Nas décadas de 1900 e 1970, grandes obras começaram a ser feitas pelo Poder Público. Infelizmente, muitas das edificações históricas das antigas mansões foram desapropriadas e demolidas, om desrespeito a memória do bairro. A mansão de D. Maria Carlota foi demolida para a construção do Centro de Saúde da Penha. A Mansão Rodovalho, por sua vez, deu lugar a um conjunto residencial. Da residência do Coronel Rodovalho restavam, em 1955, apenas o portão e suas duas colunas. Pág. 53 . A respeito dos bondes, é necessário ressaltar que havia vários modelos, como o "camarão" - de cor vermelha, com oito rodas; o "cara dura" - para operários, com passagem de menor valor, dotado de quatro rodas, e o "bonde dos feirantes" - na cor verde, com oito rodas, cujo trajeto terminava na Rua Guaiaúna. Pág 60. Hoje denominado "Escola Estadual Santos Dumont", o estabelecimento, localizado na Praça Oito de Setembro, 73, ocupa terreno de 1.752,00 m². A arquitetura é eclética com inspiração na alvenaria burguesa da Inglaterra. A árvore à direita é um pau-brasil plantado em 1972, por ocasião das comemorações dos 150 anosa Independência. Várias gerações de penhenses já passaram por suas salas de aula. Pág 63 É natural supor que, dada a proximidade do Tietê, a população penhense dessa preferência, em sua formação, aos esportes aquáticos, como natação e remo. Com efeito, em 1929 foi fundado o "Clube de Natação e Regatas da Penha", as margens do rio. Pág. 70.

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