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    Quarenta Clics em Curitiba -

    Paulo Leminski

    Etecetera
    1990
    40 páginas
    1h 20m
    ISBN-13: 1000209883045
    Português Brasileiro
    3.7
    15 avaliações
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    Resenhas (1)Ver mais
    Bianca Vieira picture
    Bianca Vieira03/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Conheci o livro através do "Toda poesia", que percorre a trajetória poética do autor curitibano e reúne, como o próprio título menciona, todas as poesias escritas por Paulo Leminski, em ordem e com cada livro comentado. Em resumo, "Quarenta clics em Curitiba" é o primeiro livro que encontramos ao abrir o "Toda poesia". Curto, leve e de uma profundidade que exige sensibilidade para ser percebida, compreendida e sentida, foi auspicioso ter o privilégio de ler. Devido ao fato de não conter as fotografias de Jack Pires acompanhando as poesias em "Toda poesia", precisei pesquisar na internet pela obra original/primária e é incrível como as duas artes (fotografia e literatura) se completam sem qualquer intencionalidade por parte dos artistas! Dei quatro estrelas meramente porque, honestamente, algumas palavras de Leminski não são poesias (pelo menos para mim), mas apenas falas jogadas ao vento (que fazem maior sentido ao buscar pelas fotografias do livro original) e versos que não agregam qualquer significado relevante ao leitor. No mais, é uma leitura válida e ótima para refletir inconscientemente, digo, enquanto se diverte.

    1 curtida

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    3.7 / 15
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas27%
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    Paulo Leminski Filho profile picture

    Paulo Leminski Filho

    Paulo Leminski Filho foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô. Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares. Em 1958, aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e lá ficou o ano inteiro. Participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras. Leminski casou-se, aos dezessete anos, com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa (da qual se separou em 1968). Estreou em 1964 com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari, em São Paulo, porta-voz da poesia concreta paulista. Em 1965, tornou-se professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, e também era professor de judô. Classificado em 1966 em primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna. Casou-se em 1968 com a também poetisa Alice Ruiz, com quem viveu durante vinte anos. Algum tempo depois de começarem a namorar, Leminski e Alice foram morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma espécie de comunidade hippie. Ficaram lá por mais de um ano, e só saíram com a chegada do primeiro de seus três filhos: Miguel Ângelo (que morreu com dez anos de idade, vítima de um linfoma). Eles também tiveram duas meninas, Áurea (homenagem a sua mãe) e Estrela. De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário. Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais, embora ele jamais tenha sido próximo de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970. Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas - como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 - e lançou o seu ousado Catatau, que denominou

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    Paraná, Brasil

    Paulo Leminski Filho