Contra as Eleições (Biblioteca Antagonista #23) -

    David Van Reybrouck

    Âyiné
    2017
    308 páginas
    10h 16m
    ISBN-13: 9788592649289
    Português Brasileiro

    As últimas eleições têm confirmado o auge de populismos baseados no medo e na desconfiança generalizada das elites. As eleições tornaram-se concursos de popularidade em vez de serem um debate racional de propostas. Como explica este livro brilhante, o objetivo inicial das eleições foi excluir as pessoas do poder selecionando uma elite para governá-las. Na verdade, durante a maior parte dos 3.000 anos de história da democracia, as eleições não existiam, e os cargos eram repartidos usando uma combinação de sorteios e voluntários que se ofereciam. A partir de estudos e exemplos de todo o mundo, este manifesto influente e radical apresenta uma proposta real para uma verdadeira democracia, uma democracia que realmente funcione. Urgente, heterodoxo e extremamente persuasivo, Contra as eleições deixa apenas uma pergunta a ser respondida: "O que estamos esperando?". "A eleição de nossos governantes com o voto popular não logrou em um autêntico governo democrático: esse parece ser o veredicto da história que se desenrola diante de nossos olhos...Talvez tenha chegado o tempo para essa idéia." —J.M. Coetzee

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    Bruno Palmeiras07/03/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Por uma democracia mais direta e menos representativa

    O autor analisa como a democracia burguesa representativa está desgastada, sendo o foco principal desta analise as eleições através do voto majoritário. E como ela, as eleições, favorecem políticos populistas (principalmente de extrema direita) e praticamente somente ricos (ou patrocinados por ricos, empresas, banqueiros e etc) conseguem ser eleitos. A proposta para melhora da democracia, tornando-a mais direta e menos representativa, seria a definição de alguns cargos púbicos através de sorteios, promovendo a igualdade na chance de qualquer cidadão ocupar cargos públicos, sem o viés de renda/poder ou o viés tecnocrata. A rotatividade desses cargos também é importantíssima (hoje temos uma falsa rotatividade, sempre os mesmos partidos políticos estão no poder, sempre bancados pelas mesmas empresas, bancos, construtoras e etc). Algumas pessoas podem se perguntar: mas sorteio seria melhor? SIM!!l O autor demonstra como o sorteio já foi usado em diversas civilizações e cidades ao longo da história, promovendo a participação da maioria da população nas decisões mais importantes das sociedades. Inclusive, ele foi amplamente usado na Grécia antiga, local que os “democratas” da atualidade enchem o peito para mencionar como exemplo de democracia.

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