Anthony John Patrick Kenny localiza a teoria da ação voluntária em Aristóteles em nosso contexto de discussão. A modernidade tem um entendimento todo diverso do que seja a vontade, e seus problemas decorrem. O primeiro ponto que o autor toma é que "vontade" não é uma faculdade, é a qualidade da ação. Kenny analisa, crítica, questiona e e defende a teoria da ação em Aristóteles para que os atos voluntários sejam compreensíveis em nossos termos. Um trabalho de comparação com o corpus aristotelicus é empreendido, lacunas nas obras éticas são supridas nos outros livros. Mas a leitura não exige domínio de todos os livros de Aristóteles, mas é muito útil conhecer seus livros éticos e sua Metafísica. Anthony John Patrick Kenny precisa de todo este trabalho para que o conceito de vontade seja funcional para explicar o akrático. A concepção de vida feliz também se torna mais bem exposta, a questão das atividades cognitivas e como se somam para o juízo ético são a constituição e meta da vida feliz. Uma obra clara e didático que vai além de uma exegese.

