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    Governadores do orvalho - Gouverneurs de la rosée

    Jacques Roumain

    Avante
    2010
    169 páginas
    5h 38m
    ISBN-13: 9789725503614
    Português
    4.5
    4 avaliações
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    Este romance do grande escritor haitiano Jacques Roumain é extraordinário de nobreza e também de ternura. Jacques Roumain (1907-1944) foi uma figura destacada da vida intelectual, científica e política do Haiti, tendo sido fundador do Partido Comunista haitiano. Governadores do Orvalho foi objecto de diversa adaptações teatrais, cinematográficas e radiofónicas tendo sido traduzido em dezenas de línguas.

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    Juliana Braga de Oliveira25/03/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A fonte da esperança, nunca seca.

    Peguei esse livro para ler, porque achei o título forte e também por admirar bastante a história do povo haitiano, povo que não brinca em serviço desde a Revolta de São Domingos, quando deixou de ser colônia. A história é narrada pelos que foram oprimidos, e essa opressão dá o tom. O sofrimento e a luta estão em cada página. “Negro é difícil de morrer, é duro como ninguém. ” (pág.64) A história se passa em um vilarejo que de tão castigado pela seca, em vários momentos é chamado de savana. A falta de água gerou uma resignação geral, não por falta de brio, mas é que a fome paralisa, e a dor embrutece. Em outros tempos o povo se fartava com os frutos da terra, e esses tempos de glória se transformaram e objeto de martírio. Além de tudo isso, ainda existiam as rixas históricas já sem sentido, mas que de certa forma, era o que mantinha o sangue ainda a correr. A raiva era o combustível da vida. Um casal de velhos, Délira e Bienaimé são os grandes atores nesse cenário, eles e seu filho Manuel. Délira é uma mulher trabalhadora, incansável, generosa e que traz consigo as dores de perda: de sua dignidade, de seu filho que abandona toda aquela pobreza e tenta a vida em Cuba, onde as condições de sobrevida são um pouco melhores. Manuel trabalhou arduamente em um canavial onde a cana antes de adoçar, amarga, pois para que cada burguês tivesse seu torrão de açúcar, ele tinha um pouco menos de vida. Incontáveis são as agruras que Manuel passa, por ser negro e imigrante, mas um dia cansado de tanta crueldade, se rebela e retorna a sua terra. Encontra sua mãe e seu pai cansados de tudo, aguardando a hora derradeira. Bienaimé seu pai, de tão amargo apodreceu, só a raiva o mantinha de pé. Manuel não aceita a miséria, já sofrera muito como forasteiro. Sua revolta faz com que busque por água, e a certeza de que irá encontrar o sustenta. Só a água é capaz e transformar a realidade do povo, e ela trará a paz ou a guerra.

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    Jacques Roumain

    Escritor haitiano nascido em Port-au-Prince. Intelectual e militante, foi um dos fundadores da revista Revue indigène em 1927 e mais tarde a grande inspiração para os haitianos tomarem consciência de sua negritude. Em 1934 ele fundou o Partido Comunista Haitiano. Exilado, só voltou ao país em 1941, ano em que fundou o Instituto de Etnologia do Haiti. Sua obra póstuma, Gobernadores del Rocío (1944) teve grande repercussão no mundo negro. Outras obras suas são La proie et l'ombre (1930), Les fantoches (1931), La montagne ensorcelée (1931) e Bois d'ébène (1945).

    3 Livros
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    Porto Príncipe , Haiti

    Jacques Roumain