Nesse livro, Luísa Mell conta sobre sua luta pela proteção dos animais abordando assuntos como:
- amizade (com seres humanos e outros animais), principalmente com pessoas famosas que lutam pela causa;
- seus relacionamentos amorosos;
- a convivência com seus animais de estimação;
- seus encontros com políticos;
- o início das denúncias contra o abuso de animais nos circos;
- casos de pessoas que acumulam animais, insalubridade e abandono;
- sua colaboração ao projeto de lei que proíbe a eutanásia em animais sadios;
- seu início no vegetarianismo e depois veganismo;
- manifestação no Congresso: em outubro de 2016, ela discursou contra a vaquejada e foi humilhada publicamente (além de ser vaiada e xingada, muita gente fez e compartilhou memes misóginos sobre ela na internet). Um mês depois, o temeroso ex-presidente sancionou a lei que considera a vaquejada e os rodeios como manifestações da cultura nacional e de patrimônio cultural e imaterial. Meses depois, donos da JBS delataram as mesmas acusações que ela já havia feito;
- o caso dos beagles maltratados em testes/caso Instituto Royal;
- sua participação no carnaval contra o uso de peles, penas, etc;
- o início do Instituto Luísa Mell.
Achei incrível a maneira como ela:
- reconhece seus privilégios por conhecer pessoas influentes;
- luta a cada dia pela própria sobrevivência, apesar de ser menosprezada e praticamente censurada;
- persiste, mesmo sabendo que até a alimentação de seu filho já virou tema de discussão;
Comentários pertinentes sobre o veganismo:
- sua gestação e a importância de cuidar da saúde;
- dicas para mulheres grávidas e aleitamento materno;
- ela responde a vários questionamentos comuns relacionados ao veganismo, por exemplo: anemia, proteína, ferro, ômega 3, cálcio e reposição de vitaminas.
- dicas práticas para quem quer se tornar vegano;
- e o melhor: um guia de alimentação vegana (com embasamento científico).
A maioria do que tem no livro sobre a vida dela eu já sabia, pois acompanho seu ativismo na mídia desde a minha infância. Então, o que mais me fez refletir foram os comentários que revelam a ganância de políticos que pouco colaboram com a causa, graças ao financiamento de empresas que exploram os animais.
Além do texto escrito, há algumas fotos. A linguagem é bem acessível e a leitura é rápida (mas eu a interrompi diversas vezes para secar os olhos, se é que me entende). Gente, parem de contribuir com o preconceito contra ela só porque ela é chorona, pois quem não choraria se passasse por tudo o que ela já passou na vida e visse todo o sofrimento que ela já presenciou?