Um poema pra pensar...
Para mim, a Arte sempre salva. Um dos poemas do livro. Página 32: "Biribiri em descontínuo" Os sinos tocam às dezoito. Sábado tem barbearia. Domingo doce de marmelo e garimpo. As chaminés às cinco. Banho no rio só em maio-junho. Dezembro a água quase invadiu a fábrica, quase. Às nove é hora de dormir. Às cinco de acordar. Jornal distrai Livro distrai Não é permitido escrever nas paredes Não é permitido inquietar famílias Não é permitido quebrar vidraças com pedras; Conservar águas estagnadas não era permitido, no permitido Biribiri. Nove é hora de dormir. Cinco, de acordar.
