A Mulher do Próximo -

    Gay Talese

    Companhia das Letras
    2018
    488 páginas
    16h 16m
    ISBN-13: 9788535930832
    Português Brasileiro

    Talese mergulha fundo na intimidade de seus contemporâneos, traça um fascinante painel da mudança de costumes sexuais que varreu os Estados Unidos nas décadas de 1960 e 70 e recompõe a trama cerrada das relações entre sexo, pornografia, religião e censura no país. Nova edição com posfácio de Arthur Dapieve. Como se fosse um romance, este livro se abre com uma cena de masturbação masculina descrita em detalhes, narra diversos episódios de adultério e sexualidade aberta e termina com o autor nu, numa praia fluvial, desafiando o olhar guloso de voyeurs. Mas nada é ficção. Os nomes das pessoas são reais e as cenas e eventos narrados aconteceram realmente. Nesta que é uma das peças mais desconcertantes do chamado "novo jornalismo", Gay Talese mergulha fundo na intimidade de seus contemporâneos e traça um amplo e fascinante painel da mudança de costumes sexuais que varreu os Estados Unidos nas décadas de 1960 e 70. Conhecido por ir atrás de matérias "impossíveis" e temas "proibidos", por suas pesquisas exaustivas, pelo estilo elegante e pelo apurado senso histórico, Talese recompõe a trama cerrada das relações entre sexo, pornografia, religião e censura nesse país fundado por puritanos, mas onde sempre floresceram seitas de amor livre e nudismo. Chocante ao ser lançado em 1980, A mulher do próximo é hoje um clássico da história da sexualidade.

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    Vinicius Pereira Colares28/11/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Gay Talese não é um dos maiores nomes do new journalism em vão. Uma prova de arte (se me permitem o trocadilho) é A Mulher do Próximo. Recebi a recomendação desse livro junto com a ideia de que esta era a biografia de Hugh Hefner. A minha decepção foi contraditória: o livro é muito mais que isso. Fazendo um papel de historiador, Talese traz os primórdios da revolução sexual com uma escrita ágil e fascinante. A cada capítulo surgem personagens que estão inseridos nessa fase histórica da libertação sexual norte-americana e é difícil não sentir fascinação pelas décadas de 50 e 60. Não vou me apegar a detalhes aqui. Sou do tipo que odeia spoilers. Só posso recomendar, sinceramente, um dos melhores livros do Novo Jornalismo. Aos fãs de um bom romance de não-ficção, fica a dica.

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