Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas14
    • Leitores86
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Amali - Uma versão de A Bela e a Fera

    Jéssica Macedo

    Portal Editora
    2018
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: B079MJNXDD
    Português Brasileiro
    2.7
    43 avaliações
    Leram45Lendo5Querem35Relendo1Abandonos0Resenhas14
    Favoritos1Desejados35Avaliaram43

    Brasil 1824. Amali nunca aceitou os rumos de sua vida. Arrancada do seio de sua família, foi vendida como escrava em um país desconhecido. Com um espírito livre e questionador, resiste às imposições e injustiças, sofrendo as amarguras de uma luta silenciada pela opressão e violência. Colocando em cheque a vida de um recluso barão do interior de Minas Gerais, que havia perdido mais do que se julgava capaz de suportar, Amali mostra toda a sua força, conquistando a própria alforria e lutando pela liberdade dos demais.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (14)Ver mais
    Lorrane Fortunato picture
    Lorrane Fortunato16/02/2018Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    A Escrava e a Fera é uma mancha na literatura nacional!

    Nos últimos dias vem sendo muito falado nas redes a respeito do lançamento do livro A Escrava e a Fera. Nessa história vemos o relacionamento de uma mulher escravizada com o seu senhor. O livro foi acusado com razão de ser racista e de romantizar escravidão. A Escrava e a Fera está em pré-venda, mas a autora disponibilizou o livro pra quem quisesse resenhá-lo. Além de estar no meu lugar de fala, li o livro e posso falar com propriedade sobre o conteúdo. Esse livro tem tantos problemas que é difícil saber por onde começar. Sinopse: "A dor pode transformar, mas o amor é capaz de curar... Brasil 1824. Amali foi arrancada do seio de sua família na África, transportada em condições desumanas em um tumbeiro, que atravessou o atlântico, e vendida como escrava. Os pesadelos só parecem piorar quando não é capaz de compreender nem os outros que vieram na pavorosa viagem com ela. Presa como um animal, vendida em um mercado negreiro e marcada a ferro vai passar por sofrimentos que jamais imaginou quando vivia em sua terra natal. Ela se tornará escrava domestica de um recluso e frio barão, produtor de açúcar do interior de Minas Gerais, que possui mais marcas do que aquelas que tenta esconder. Sua curiosidade, fará Amali questionar sobre a ala queimada do casarão e trará à tona lembranças que ele tenta esquecer a todo custo. Em meio a dor, o amor florescerá de uma maneira inesperada para curar a cicatrizes de ambos." "Existem feridas que nunca cicatrizam." Não é preciso ler mais do que a resenha ou mesmo o título da obra para ver o quão racista a história é. Respondendo às críticas a autora disse que irá mudar o título e a sinopse, o que sejamos sinceros, não adianta muita coisa. A não publicação e um pedido de desculpas seriam atitudes melhores. No seu texto de explicação a escritora diz que fez diversas pesquisas antes de escrever o livro. O que é redundante vindo de uma pessoa que mesmo se explicando usa termos racistas como "denegrir" e "mulato". Ainda no texto ela afirma que o personagem tem ideias abolicionistas, o que é uma grande mentira. Pois o personagem não só usufrui dos privilégios de ter pessoas escravizadas como concorda com a escravidão. Em muitos momentos o vemos usando termos racistas para se referir a protagonista, além de estar disposto a ‘colocá-la em seu lugar’, para conseguir isso, recorre a castigos. Castigos leves afinal, ele não pode sair do estereótipo de branco bonzinho. “Quem essa negrinha pensa que é?” — Barão Fernando Para reforçar o quanto seu protagonista é bom, a autora afirma que ele impede que um personagem seja castigado no tronco. O que não é verdade, o personagem é sim castigado e o barão só impede que o castigo continue, não que ele aconteça. E não por não concordar com prática e sim, por que a protagonista estava sofrendo ao assistir esse ato. Ele não pode ganhar status de cruel justo com a mulher com que está se envolvendo, certo? “Não era tola de testar a ira do senhor, ele costumava ser bem enérgico durante as punições.” — Mulher escravizada sobre o barão Fernando. Se defendendo sobre a acusação de romantizar estupro a autora falou que não há relação sexual entre os protagonistas e que há sim uma tentativa de estupro, mas o barão acaba impedindo que aconteça e mandando o empregado embora. É extremamente chocante a forma leviana com a qual Jessica Macedo trata algo tão marcante como um quase estupro. A personagem fica sem sequelas mentais e isso é abordado apenas para reforçar o estereótipo de branco salvador e aproximar ainda mais os protagonistas. A única coisa que vou dizer sobre isso é: estupro não é só penetração. A crítica que a autora mais recebeu foi sobre esse relacionamento surreal entre uma escrava e o seu senhor. Segundo ela, o envolvimento romântico entre os dois só ocorre após Amali estar livre. Porém no livro vemos que eles estão se envolvendo e se apaixonando muito antes dela sonhar em receber sua carta de alforria. Por isso, essa afirmação é falsa. E não importa se a protagonista casou e teve relações sexuais com o homem depois de ter sido liberta. É uma relação de poder. Ninguém em sã consciência aceitaria uma história onde, por exemplo, uma judia se relacionaria com um nazista alemão. Mesmo que ele a salvasse da morte e deixasse de ser nazista, seria aceitável? É surreal de se imaginar, certo? Então por que com escravo e senhor é aceitável? Não minimizem a dor do povo negro, não aceitem que diminuam o nosso sofrimento e o dos nossos antepassados assim. “— Tem algum dos escravos pelo qual tem algum apreço? — Não, não tenho. – Ao menos não um escravo.” Amali sobre Fernando É impressionante como a autora trata a alforria dos escravos como algo facílimo de ser feito e como a solução de todos os problemas. No geral, Jessica Macedo minimiza muito dos problemas graves que os escravizados enfrentavam. Fazendo parecer até mesmo que a escravidão da personagem não era algo tão sério e de tanto sofrimento como, por exemplo, o acidente que matou a mulher do barão e feriu o corpo dele. Em algumas passagens a protagonista demonstra extrema pena da vida que o barão leva enquanto o barão não sentia nenhuma empatia pelo sofrimento da personagem. Até porque ter algumas cicatrizes é muito pior do que ver seu noivo ser assassinado na sua frente por ‘caçadores de homens’, ser arrancado de sua terra e ser escravizado. Como sempre, a dor do branco é mais importante do que a do negro. É de dar nojo a forma como a protagonista foi escrita para ter simpatia e amor por aquele que a escraviza. Algumas passagens me embrulharam o estômago. E quando a personagem é liberta, ela não quer ir nem mesmo para outro lugar. Afinal aquele lugar onde foi marcada, escravizada e castigada é a sua verdadeira casa. “— Está em casa agora, Bela. — Sim, estou.” Isabela é o novo nome de batismo de Amali Além de tudo, o livro ainda passa uma mensagem que o amor romântico cura tudo, que o amor transforma. Isso é algo extremamente preocupante! Muitas meninas e mulheres estão em relacionamentos abusivos, com a ideia de que se elas forem boas o suficiente, vão conseguir transformar uma fera num príncipe. E se não há essa transformação a culpa é delas. Não, o amor não cura tudo, o amor não transforma! Parem de reproduzir isso! Já passou da hora de parar de romantizar relacionamentos abusivos. “— Vosmicê salvou-me de mim mesmo. Cuidou de minhas feridas, as mais dolorosas, as do coração. — Não há nada que um pouco de amor não cure.” Fernando para Amali Segundo a autora, o objetivo do livro é ‘exaltar a força do povo negro e dos princípios de liberdade e igualdade entre todos, sobretudo entre as mulheres’, mas não vejo isso em nenhum momento. Muito pelo contrário. Como mulher negra me senti extremamente ofendida com o conteúdo da obra. A única coisa que posso pedir a autora é: respeite o seu lugar de fala. Você não tem que ter voz dentro do movimento negro, fale sobre o seu povo, o seu passado. Dê espaço para que negros contem a sua história na literatura, se isso for a sua vontade. Não venha falar sobre algo que você nunca terá ideia do que é, não fale de racismo se você nunca precisará passar por isso. A voz é do negro, deixe que ele fale. Para finalizar, afirmo que o livro escrito por Jessica Macedo é racista, tem fetiches, reforça estereótipos, romantiza escravidão, relacionamento abusivo e estupro. A Escrava e a Fera é um livro que não deveria nem ter sido escrito, imagina publicado. A publicação dessa obra, sem dúvidas, é uma mancha na literatura nacional.

    29 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    2.7 / 43
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas16%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas33%
    Jéssica Macedo profile picture

    Jéssica Macedo

    Jéssica Macedo é mineira, de 26 anos, e Under 30 da Forbes Brasil, a lista dos jovens mais promissores do país. Mora em Belo Horizonte, Minas Gerais. De dentro de seu apartamento, na companhia do marido e de três gatos, ela produz uma série de livros fantasia, romances de época e contemporâneos, e, principalmente, obras da literatura hot, um verdadeiro fenômeno editorial entre o público feminino, vendidas em um ritmo intenso nas plataformas digitais. Autora best seller da Amazon, iniciou sua experiência no mundo da escrita aos nove anos e tornou-se autora aos 14, com o lançamento do seu primeiro livro “O Vale das Sombras”. Com mais de 100 obras publicadas, é escritora, editora, designer e roteirista. Ajudou a adaptar um dos seus romances “Eternamente Minha” para um longa-metragem lançado na plataforma Cinebrac. Hoje, Jéssica é o principal nome de um time de autores, a maioria mulheres, que compõem o catálogo do Grupo Editorial Portal, que ela fundou a partir das experiências vividas em outras editoras.

    204 Livros
    235 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Jéssica Macedo