A compulsively readable and electrifying debut about an ambitious young female artist who accidentally photographs a boy falling to his death—an image that could jumpstart her career, but would also devastate her most intimate friendship. Lu Rile is a relentlessly focused young photographer struggling to make ends meet. Working three jobs, responsible for her aging father, and worrying that the crumbling warehouse she lives in is being sold to developers, she is at a point of desperation. One day, in the background of a self-portrait, Lu accidentally captures on film a boy falling past her window to his death. The photograph turns out to be startlingly gorgeous, the best work of art she’s ever made. It’s an image that could change her life…if she lets it. But the decision to show the photograph is not easy. The boy is her neighbors’ son, and the tragedy brings all the building’s residents together. It especially unites Lu with his beautiful grieving mother, Kate. As the two forge an intense bond based on sympathy, loneliness, and budding attraction, Lu feels increasingly unsettled and guilty, torn between equally fierce desires: to use the photograph to advance her career, and to protect a woman she has come to love. Set in early 90s Brooklyn on the brink of gentrification, Self-Portrait with Boy is a provocative commentary about the emotional dues that must be paid on the road to success, a powerful exploration of the complex terrain of female friendship, and a brilliant debut from novelist Rachel Lyon.
Self-Portrait with Boy -
Rachel Lyon
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Ver maisQue livro maravilhoso, eu realmente não esperava gostar tanto quanto gostei. logo de cara eu já fui gostando muito da nossa narradora, a lu. longe de ser perfeita, ela nos é apresentada como uma fotógrafa com potencial, mas com muitos empecilhos. vemos logo de início como a questão financeira a leva a trabalhos que estão longe de sua paixão, a fotografia. chegando a ter até três trabalhos para cobrir primeiramente seu gosto pela fotografia e depois sua subsistência, a lu tem um jeito muito peculiar que me cativou logo. percebemos a paixão que flui por ela, e eu realmente gostei de como a questão da moralidade foi apresentada no meio fotográfico. vemos fotos que retratam a guerra, a fome, a morte. será que elas são justas com os envolvidos, com seus familiares? são muitas vezes resultado de profissionais aparentemente insensíveis e que só ligam para o elemento 'choque'. no entanto, elas são essenciais para passarem uma mensagem, uma realidade que é vivida por muitas pessoas, em segundo plano. e é esse paralelo que a lu enfrenta; perder a chance de alavancar na carreira ao ter conseguido uma obra-prima para preservar a integridade do filho de seus vizinhos? adorei a perspectiva da lu acerca da fotografia. ela confirma que muitas pessoas olham sem muito esmero para esse meio artístico, "porque tirar fotos qualquer um consegue". não são esse tipo de fotos que ela busca retratar; muito pelo contrário. fotos estáticas, regidas de um padrão e que são o tipo de fotos que aparecem em livros de tutorial de fotografia não possuem qualquer valor para ela. é a efemeridade da vida, o movimento, a superfluidade e naturalismo das formas e composições. penso que todos os fatores que levaram à possibilidade do autorretrato #400 não poderiam ser diferentes. foi de uma certa forma agridoce que vi os acontecimentos desenrolarem, com uma grande expectativa ao momento que a kate (e o steve) percebece o que 'a grande obra de arte' que lu produziu, se tratava. sinto que lu passou por um grande desenvolvimento durante esse livro. no começo ela mesma se descrevia como sem amigos e perdida. é através do autorretrato que ela ganha estima e confiança, tanto que ela busca incessantemente que fiona exponha sua obra. fiquei muito feliz por essa conquista que exigiu tanto dela. e é um fato que ainda me põe em conflito, porque eu mesma tento me imaginar no lugar de kate e não conseguiria aguentar ver os últimos momentos do meu filho em uma fotografia dessas. mas mesmo assim, ainda acho que a obra de lu tem um peso único, e que poderia de certa forma "honrar" a vida perdida de mark. independentemente do que acontecesse, lu lutou por uma vitória que era muitíssimo merecida e que não poderia vir de outro jeito. pelo final do livro me senti lendo sobre uma versão mais madura e sábia de lu. ver ela com uma nova perspectiva das coisas, novos amigos (inclusive adorei que ela continuou amiga do casper, e ainda recomendando ele pra fiona 🥹). que, no final, ela conseguiu aceitar a perda de kate na sua vida (torci por esse toxic yuri intencional sim). foi muito tocante ela voltando para o prédio que ela morava, o quarto andar do 222 vai ser eterno. ** uma cena de ouro desse livro foi com certeza o mendigo cagando na frente da porta dela e latindo
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