O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota -

    Olavo de Carvalho

    Record
    2013
    616 páginas
    20h 32m
    ISBN-10: 8501402516
    Português Brasileiro

    Os 193 artigos e ensaios de Olavo de Carvalho, organizados por Felipe Moura Brasil em O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, são uma pequena parcela dos textos assinados pelo filósofo em diversos veículos da imprensa brasileira entre 1997 e 2013. Com originalidade e veemência, o autor reflete sobre temas do dia a dia, analisa as notícias, o que nelas fica subentendido e procura entender o que se passa na cabeça do brasileiro. Da juventude à maturidade, da economia à cultura, da ciência à religião, da militância à vocação, do regime militar ao petismo de Lula e Dilma, do governo de George W. Bush ao de Barack Obama, entre outros muitos temas são alvo do olhar arguto do autor. Os assuntos não se esgotam em si mesmos e fornecem elementos para a compreensão dos demais. “Este livro, no entanto, não é uma simples compilação de artigos, mas sim uma compilação de temas essenciais – todos eles renegados à obscuridade no país -, sobre os quais os artigos vêm lançar luz, importando para a seleção menos a data e o veículo em que foram publicados do que o potencial de cada um iluminar esses temas”, afirma o organizador. Sem didatismo, mas com o intuito de ser educativo O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota é um convite para conhecer a obra de de Olavo de Carvalho.

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    Wilton Fonseca21/02/2014Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Uma loucura!

    O autor é contraditório: chama os esquerdistas de histéricos mas defende os próprios princípios com histeria; é favorável ao diálogo e diz que não suporta falar com os esquerdistas, todos, sem exceção, patifes. Fala que a imprensa é um antro de comunistas onde não há espaço para ele; no entanto, as 616 páginas do livro são transcrições de artigos escritos pelo injustiçado Olavo de Carvalho em jornais e revistas brasileiros como o Globo, Folha de São Paulo, Época etc. O livro abriga uma coleção de chavões, algo que o autor também abomina. Em suma, tudo aquilo que lhe causa repulsa é encontrado nessa obra. Para o autor, a nossa juventude é imbecil e a cultura brasileira é uma farsa comprometida com um certo globalismo. Para cúmulo do absurdo, diz ser contra as bolsas governamentais porque a classe média perdeu a oportunidade de ser caridosa, de conversar com os mendigos, perguntar pela família e outras preciosidades. Acha que vivemos uma ditadura comunista e que o governo dos EUA é socialista. Dos instrumentos da sociedade, a escola, o professor, o intelectual e a universidade são atacados histericamente. O autor, como um Dom Quixote mal intencionado, combate inimigos imaginários. Os seus moinhos-de-vento preferidos são os gays reunidos num movimento chamado por ele de gayzismo, o petismo, o feminismo e o governo de Obama. Estilisticamente, é um livro pesado, grosseiro, sem espírito. As poucas metáforas são de péssimo gosto e o abuso de adjetivações, um abuso. Se retirarmos os adjetivos desnecessários do livro, este perderá boa porcentagem de sua espessura. Se, mais rigorosos, subtrairmos os solecismos e concordâncias estranhas, adeus, livro...

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