1. Pensamentos metafísicos [1663] ::: Neste apêndice aos Princípios da Filosofia Cartesiana, Espinosa revela seu afastamento cada vez maior em relação a várias teses de Descartes, embora pareça apenas servir-se do cartesianismo para refutar a Escolástica. 2. Tratado da correção do intelecto [1660/63] ::: Esta obra – que se apresenta no subtítulo como “caminho pelo qual melhor se dirige ao verdadeiro conhecimento das coisas” – aponta o verdadeiro conhecimento, o conhecimento pela causa, em contraposição às pseudoformas de conhecer. Espinosa mostra que conhecer pela causa significa descobrir o modo pelo qual algo é produzido, sendo, portanto, um processo genético. 3. Ética [publ. 1677] ::: Obra fundamental de Espinosa, propõe uma nova concepção de verdade: não mais como adequação entre intelecto humano e objeto de conhecimento, mas verdade enquanto índice de si mesma e do que é falso, verdade imanente ao objeto. “Demonstrada à maneira dos geômetras”, a Ética expõe e aplica o racionalismo espinosano, que combate a ideia tradicional de criação das coisas por Deus e afirma que a autoprodução de Deus é o modo de produção do real. 4. Tratado político [publ. 1677] ::: A morte impediu que Espinosa terminasse esta obra, que aborda temas já contidos no Tratado Teológico-Político (1670). Analisa várias formas de governo e exalta a verdadeira liberdade – puramente racional –, mostrando as vantagens da democracia. 5. Correspondência [1661/74] ::: Em cartas a Oldenburg, Simon de Vries, Meijer e outros, Espinosa esclarece e aprofunda aspectos importantes de sua filosofia.
Espinosa - Coleção Os Pensadores
Baruch Espinoza
Lista de Livros: Os Pensadores, de Baruch de Spinoza
Pensamentos Metafísicos & Tratado da correção do intelecto: A existência de Deus é explicada de maneira muito diferente daquela que os homens admitem comumente, pois confundem a existência de Deus com a sua própria, e por isso imaginam Deus como se fosse uma espécie de homem, sem dar atenção à ideia verdadeira de Deus que está neles, ou ignoram totalmente que a possuem. Decorre daí sua impossibilidade para demonstrar a existência de Deus tanto a priori, isto é, pela verdadeira definição de sua essência, quanto a posteriori, isto é, enquanto têm uma ideia dele, e não podem, muito menos, conceber essa existência. * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2017/04/pensamentos-metafisicos-tratado-da.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Tratado Político & Correspondência: Seguindo os ensinamentos da religião, cada um deve amar o próximo como a si mesmo, isto é, defender como seu próprio o direito de outrem; mas nós mostramos já como esta persuasão pouco poder tem sobre as emoções. Triunfa, na verdade, quando se está perante a morte, quer dizer, a doença venceu as paixões e o homem jaz inerte, ou ainda nos templos onde os homens não têm interesses a defender; mas não possui eficácia perante os tribunais ou na corte, onde seria mais necessário que a tivesse. * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2017/04/tratado-politico-correspondencia-os.html XXXXXXXXXXXXX Ética: Certamente que a sorte da humanidade seria muito mais feliz se estivesse igualmente na potência do homem tanto falar como calar-se. Mas a experiência ensina suficiente e superabundantemente que nada está menos em poder dos homens que a sua língua e não há nada que eles possam menos fazer que governar os seus apetites. Daí resulta que a maioria julga que a nossa liberdade de ação existe apenas em relação às coisas que desejamos debilmente, pois o apetite que nos inclina para essas coisas pode ser facilmente contrariado pela recordação de qualquer outra coisa de que nos recordamos muitas vezes; enquanto que julgam que de modo algum somos livres quando se trata de coisas para que somos inclinados com uma afecção violenta que não pode ser acalmada pela recordação de outra coisa. Todavia, se eles não soubessem, por experiência, que muitas vezes lamentamos as nossas ações e que frequentemente, quando somos dominados por afecções contrárias, vemos o melhor e fazemos o pior, nada os impediria de crer que todas as nossas ações são livres. É assim que uma criancinha julga apetecer livremente o leite, um menino irritado a vingança, e o medroso a fuga. Um homem embriagado julga também que é por uma livre decisão da alma que conta aquilo que, mais tarde, em estado de sobriedade, preferiria ter calado. Do mesmo modo, o homem delirante, a mulher tagarela, a criança e numerosos outros do mesmo gênero julgam falar em virtude da livre decisão da alma, enquanto que, todavia, são impotentes para reter o impulso de falar. A experiência faz ver, portanto, tão claramente como a Razão, que os homens se julgam livres apenas porque são conscientes das suas ações e ignorantes das causas pelas quais são determinados. * Mais do blog Lista de Livros em:
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