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    A igreja e o reino (Pre-Textos Kutchak #3) -

    Giorgio Agamben

    Âyiné
    2016
    32 páginas
    1h 4m
    ISBN-13: 9788592649135
    Português Brasileiro
    4.3
    6 avaliações
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    Na teologia cristã a única instituição que não conhece fim nem trégua é o inferno. Por isso o modelo político atual, que pretende uma economia infinita do mundo, é assim propriamente infernal. Se a igreja perde a sua vocação messiânica e a sua relação com o fim dos tempos, ela será arrastada inevitavelmente na ruína que ameaça todos os governos e todas as instituições da terra. Este breve escrito do grande filósofo italiano Giorgio Agamben é uma poderosa meditação sobre o sentido político das coisas últimas.

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    Ivandro Menezes31/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A Igreja permanente

    Voltando-se para a ideia de "estância", cuja identidade cristã se assenta, ou seja, de sua característica como estrangeiro nessa terra, de alguém que olha para o Reino do porvir e vive de acordo com as coisas últimas, distinguindo, como adverte o apóstolo Mateus, os sinais do tempo, o filósofo Giorgio Agamben discorre acerca da corrupção de seu sentido originário para acenar para um Igreja (mas não só) que perdeu a noção de sua finitude, de sua estânica, para fazer-se permanente e de sua infinitude. E ele alerta de que, segundo a teologia cristã, o inferno é a única instituição permanente. Sem mais.

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    Giorgio Agamben

    Agamben foi educado na Universidade de Roma, onde em 1965 escreveu uma tese laurea inédita sobre o pensamento político de Simone Weil. Agamben participou dos seminários Le Thor de Martin Heidegger (sobre Heráclito e Hegel) em 1966 e 1968. Na década de 1970, trabalhou principalmente com linguística, filologia, poética e tópicos da cultura medieval. Nesse período, Agamben começou a elaborar suas preocupações primárias, embora seus rumos políticos ainda não estivessem explícitos. Em 1974-1975 foi fellow do Warburg Institute, University of London, por cortesia de Frances Yates, a quem conheceu por intermédio de Italo Calvino. Durante esta bolsa, Agamben começou a desenvolver seu segundo livro, Stanzas (1977). Agamben esteve próximo dos poetas Giorgio Caproni e José Bergamín, e da romancista italiana Elsa Morante, a quem dedicou os ensaios "A Celebração do Tesouro Escondido" (em O Fim do Poema) e "A Paródia" (em Profanações). . Foi amigo e colaborador de eminentes intelectuais como Pier Paolo Pasolini (em cujo O Evangelho Segundo São Mateus fez o papel de Filipe), Italo Calvino (com quem colaborou, por um curto período, como assessor do editora Einaudi e desenvolveu planos para uma revista), Ingeborg Bachmann, Pierre Klossowski, Guy Debord, Jean-Luc Nancy, Jacques Derrida, Antonio Negri, Jean-François Lyotard e muitos, muitos outros. O pensamento político de Agamben foi fundado em suas leituras da Política de Aristóteles, da Ética a Nicômaco e do tratado Sobre a Alma, bem como nas tradições exegéticas sobre esses textos na Antiguidade Tardia e na Idade Média. Em sua obra posterior, Agamben intervém nos debates teóricos que se seguiram à publicação do ensaio de Nancy La communauté désoeuvrée (1983) e da resposta de Maurice Blanchot, La communauté inavouable (1983). Esses textos analisavam a noção de comunidade em um momento em que a Comunidade Européia estava em debate. Agamben propôs seu próprio modelo de comunidade que não pressupunha categorias de identidade em The Coming Community (1990). Nessa época, Agamben também analisava a condição ontológica e a atitude “política” de Bartleby (do conto de Herman Melville) – um escrivão que “prefere não” escrever. Atualmente, Agamben leciona na Accademia di Architettura di Mendrisio (Università della Svizzera Italiana) e lecionou na Università IUAV di Venezia, no Collège International de Philosophie em Paris e na European Graduate School em Saas-Fee, Suíça; anteriormente lecionou na Universidade de Macerata e na Universidade de Verona, ambas na Itália. Ele também ocupou cargos de visita em várias universidades americanas, desde a University of California, Berkeley, até a Northwestern University, e na Heinrich Heine University, Düsseldorf. Agamben recebeu o Prix Européen de l'Essai Charles Veillon em 2006. Em 2013, ele recebeu o Prêmio Dr. Leopold Lucas da Universidade de Tübingen por seu trabalho intitulado Leviathans Rätsel (Leviathan's Riddle, traduzido para o inglês por Paul Silas Peterson)

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    Kingdom of Italy, Itália

    Giorgio Agamben