Um romance em cordel
Quando chegou ao Rio de Janeiro, Paulo se apaixona por Maria da Glória, que depois é chamada de Lúcia, a moça que dá nome ao romance. Embora seja de origem humilde, Lúcia participa das festas da corte, sendo a cortesã mais desejada da cidade. O preconceito social daquela época dificulta a relação de Lúcia com Paulo, o narrador da obra. Porém, como Paulo está perdidamente apaixonado, ele vai morar com ela, ajudando a cuidar de sua irmã mais nova. Na narrativa, faz-se uma boa ideia de como era a sociedade naquela época e o quanto a burguesia é hipócrita por manter certos costumes e preconceitos. Achei essa obra muito bem planejada, com rimas fáceis de serem lidas. O texto é intercalado por algumas ilustrações, deixando a leitura mais prazerosa. As folhas são um pouco mais grossas do que um livro comum, e bem mais grossas do que cordéis populares. No contexto histórico da narrativa, dentre os acontecimentos com certos personagens, o que mais me chamou a atenção foi saber que houve uma epidemia de febre amarela no Rio de Janeiro, em 1850, fato que eu desconhecia. Eu ainda não li a obra escrita por José de Alencar, no entanto, a leitura desse cordel me deixou bastante curiosa para conhecê-la em seu texto integral.
