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    O Palhaço Tetrafônico (Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores #2) - Livro ll

    Ariano Suassuna

    Nova Fronteira
    2017
    536 páginas
    17h 52m
    ISBN-13: 9788520932988
    Português Brasileiro
    4
    8 avaliações
    Leram10Lendo1Querem51Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos4Desejados51Avaliaram8

    Último livro de Ariano Suassuna, concluído poucos dias antes de sua morte, o Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores é uma espécie de testamento literário do autor, que procura integrar, na narrativa, elementos do seu teatro, da sua poesia, da sua prosa de ficção e do seu ensaio. Composto por cartas assinadas por Antero Savedra sob o pseudônimo de “Dom Pantero”, publicadas em um suplemento de jornal, o romance conta a trajetória de um misto de escritor, ator, encenador, professor e palhaço que dedica a sua vida à realização de uma grande obra, intitulada “A Ilumiara” e escrita a partir das obras dos seus irmãos, o romancista Auro Schabino, o dramaturgo Adriel Soares e o poeta Altino Sotero.

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    Samuell Vilar picture
    Samuell Vilar21/07/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Dom Pantero no Palco dos Pecadores, O Palhaço Tetrafônico.

    Finalizo aqui a obra e mais precisamente, a última obra escrita em vida por Ariano Suassuna, Romance de Dom pantero no Palco dos Pecadores, no qual é dividido em dois volumes, sendo o primeiro "O Jumento Sedutor" e o segundo "O Palhaço Tetrafônico". Aqui está toda a síntese de sua obra, da composição desta e de toda competência e esforço que sintetiza toda a sua produção, o próprio descreve como a sua obra principal, a obra de sua vida, pois, compõe a junção de seu romance, seu teatro e sua poesia, também acrescentaria que aqui, também está toda a sua demonstração de influência e de formação filosófica, literária e de sua biografia, aqui não se faz ausência de detalhes autobiográficos, isso tudo compondo assim aquilo que ele chama de "A Ilumiara", mais especificamente, a sua Ilumiara. Conseguimos perceber os esquemas, os aspectos que Ariano utiliza para juntar as características artísticas como maneira profunda de demonstração de sua obra, pois a perscpectiva do leitor é de que ele está participando de um teatro, no qual os personagens estão encenando, recitando e claro, atuando e dialogando. Vemos em todo decorrer da obra linhagens das famílias que ele cria, os "Shabinos" e os "Savedras", penso eu, que seja como uma forma de caracterizar as suas influências e demonstrar a parte significativa de seus personagens, assim unindo a parte referencial e de sua família, no qual a representação está presente neste setor, mais precisamente nos seus irmãos, no qual sua aspiração mais profunda e significativa daquela tal junção de teatro, romance e poesia, ou seja, de sua obra, está absolutamente associada com a admiração e com a mesma persistência de Quaderna, na Pedra do Reino, de produzir uma obra transcendental, magnânima, aquela que ele já teve muitas ideias de como poderia ser nomeada, contudo, no final, a conhecemos como esta, Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores, apresentando sua Ilumiara e evocando seus personagens, essa que está presente, como o próprio autor diz, em sua poesia, assim percebemos, que há algo de grande e de poético que desenvolve e compõe essa obra. Percebemos também o aspecto da consciência de continuidade por parte do personagem, para com a obra produzida pelos seus irmãos, e em geral, por sua família. Aqui há características metafísicas, filosóficas, literárias, teatrais, poéticas, assuntos da própria obra do autor em uma tradição que faz parte do seu universo, no qual, aqui se abrange e se sintetiza, formando uma bela e muito bem produzida obra.

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    • 1 estrelas0%
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    Ariano Vilar Suassuna

    Ariano nasceu na Cidade da Paraiba (hoje João Pessoa), capital da Paraíba (Parahyba em ortografia arcaica), filho de Rita de Cássia Vilar e João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna (1886-1930) que cumpria o mandato de presidente do Estado (atualmente equivale ao cargo de governador). Este dia era dia de Corpus Christi, o que acabou por ocasionar a parada de uma procissão que parecia ocorrer devido ao dia de seu nascimento na frente do palácio do governo do Estado. Ariano viveu os primeiros anos de sua vida no Sítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba. Aos três anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri Paraibano.

    111 Livros
    834 Seguidores
    Paraíba, Brasil

    Ariano Vilar Suassuna