O título "7 maneiras para ser feliz ou os paradoxos da felicidade" é totalmente inapropriado para o livro, além do mais na versão brasileira que foi retirado o complemento "...ou os paradoxos da felicidade", que, apesar de ser tipo um "subtítulo", achei mais apropriado ao conteúdo. A editora quis dar ao livro uma cara de "auto-ajuda enlatada" para torná-lo mais comercial.
O conteúdo é totalmente filosófico, o livro não propõe nenhuma receita pronta. Pelo contrário, para cada tese , há uma antítese. Sendo assim, mesmo o autor tentando simplificar ao máximo as teses, elas ainda ficam um pouco abstratas se você não tiver a mínima noção de filosofia, porém, como eu já li "aprender a viver" do mesmo autor , isso me deu material e familiaridade com a linguagem dele. É importante lembrar que não precisa ser especialista em filosofia nem ter conhecimento profundo, mas sugiro um conhecimento prévio e de caráter introdutório que pode ser adquirido com o livro já citado (aprender a viver, do mesmo autor) e vendo alguns vídeos no YouTube sobre os pensamentos dos gregos, Kant, Nietzsche e Hegel, esses são os mais citados.
Para concluir, se você está acostumado com conclusões simplistas , prepare-se para frustrar-se, pois não há conclusão. O que o livro apresenta é o que todo mundo já sabe(mesmo que de forma inconsciente) mas finge não saber: "toda receita de vida boa é problematizável e limitada", ou seja, não tem moleza para ninguém. Sempre haverá perdas nas nossas escolhas, momentos infelizes, problemas, mas também momentos bons e felizes. Mas tudo isso é apresentado de forma sutil e não clara, exigindo do leitor reflexão e espírito crítico, proposta que eu acho bem legal.