A Escrava Isaura (Clássicos Autêntica) -

    Bernardo Guimarães

    Autêntica Infantil e Juvenil
    2018
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 8551303422
    Português Brasileiro

    Escrava de pele branca, a linda e doce Isaura foi criada e educada como filha na família a que pertencia. Durante muito tempo, foi a protegida da matriarca, que prometeu que, após sua morte, a moça seria liberta. Entretanto, esse desejo não foi atendido pelo filho e herdeiro da família, e Isaura se tornou propriedade de Leôncio, um jovem sem caráter que, mesmo casado, se interessava obsessivamente por ela. Para afastá-la do assédio de Leôncio e de outros homens da fazenda, o pai da moça, Miguel, um homem livre, tenta comprar a filha, mas não consegue. Decide então fugir com a moça para o nordeste do país. Os dois se instalam em Recife e adotam novos nomes. Lá, Isaura conhece Álvaro, rapaz rico, estudante, por quem se apaixona e é correspondida. Ele fica sabendo que ela é uma escrava fugida, mas não deixa de amá-la. Tendo sido descoberta e recapturada, Isaura volta para a fazenda de Leôncio, que a submete a castigos e humilhações porque não cede a suas investidas. Enquanto isso, Álvaro, que não desiste de sua amada, vai fazer de tudo para ficarem juntos. Publicado pela primeira vez em 1875, esse romance é considerado um marco na literatura abolicionista brasileira.

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    Clio picture
    Clio31/10/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A Escrava Isaura é uma das obras brasileiras mais populares do mundo e tem motivo, seu princípio é que o preconceito pela cor da pele é nulo e torpe. Ótima premissa, mas que exige um pouquinho de consciência critíca ao lê-la. Guimarães é um escritor típico de seu tempo e carrega a obra com excesso de descrições e momentos dramáticos. Todos os exemplos típicos do Romantismo estão presentes: o amor mal-fadado, o sofrimento da heroína, o ideal de beleza associado a dor, o vilão terrível e semi-onipotente. Há inúmeras circustâncias em que a palavra branca aparece ou é associada com bondade ou civilização. A proposta de "embranquecimento" parece óbvia, no entanto há também várias repetições das raízes de Isaura. Essa contradição permanece na sociedade brasileira e é explicítada pelo autor sem meias palavras. Como uma obra incipiente do movimento anti-escravagista, sua publicação causou furor na época e, mesmo hoje, é alvo de críticas por aqueles que tentam levar conceitos modernos a épocas antigas. Seu valor, logicamente, é calcado em seu peso como crítica e retrato social e menos como literatura. Recomendo.

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