Oleg Andréev Almeida
Oleg Almeida é considerado “poeta de dois mundos” (Marco Lucchesi). Nascido em 1º de abril de 1971 na Bielorrússia, uma das repúblicas ocidentais da então União Soviética, ele conseguiu certa projeção nos meios artísticos do país natal e, vindo ao Brasil com 34 anos de idade, adotou o português como língua de criação literária. Seu livro de estreia, romance poético Memórias dum hiperbóreo, foi lançado pela Editora 7Letras em 2008 e galardoado com o Prêmio Internacional Il Convivio (Itália) em 2013. Outro livro de sua autoria, Quarta-feira de Cinzas e outros poemas, também editado, em 2011, pela 7Letras, ganhou o Prêmio Literário Bunkyo outorgado, em 2012, pela comunidade nipônica do Brasil. “Que seja um bielorrusso naturalizado brasileiro um dos melhores poetas do Brasil deste século 21 é mistério que só mesmo a arte poética pode explicar” – afirma o pesquisador e crítico literário Adelto Gonçalves em seu ensaio Um poeta brasileiro que veio da Bielorrússia divulgado em quatro países (Brasil, Portugal, Rússia e Moçambique).
Oleg Almeida traduziu do francês O esplim de Paris: pequenos poemas em prosa de Charles Baudelaire (Martin Claret, 2010) e Os cantos de Bilítis de Pierre Louÿs (Ibis Libris, 2011); traduziu do russo Canções alexandrinas de Mikhail Kuzmin (Arte Brasil, 2011), Pequenas tragédias de Alexandr Púchkin (Martin Claret, 2012), Diário do subsolo (Martin Claret, 2012), O jogador (Martin Claret, 2012) e Crime e castigo (Martin Claret, 2013) de Fiódor Dostoiévski; verteu para o russo a peça teatral Tu país está feliz (Thesaurus, 2011) e uma série de poemas avulsos de Antonio Miranda. Tem-se dedicado, igualmente, às traduções científicas, técnicas e comerciais.
Sócio da União Brasileira de Escritores (UBE/São Paulo) desde 2010, Oleg Almeida colabora com diversas mídias impressas e eletrônicas, administra o projeto “Stéphanos: Enciclopédia virtual da poesia lusófona contemporânea”, mantido em seu site literário, e atua como agente cultural em Brasília. Dentre suas obras recentes destacam-se a coletânea de poesia multilíngue Antologia cosmopolita (7Letras, 2013) e a tradução de uma extensa série de contos clássicos russos, publicada a partir de 2014 pela editora Martin Claret.