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    Os Loucos da Rua Mazur -

    João Pinto Coelho

    Leya
    2017
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-13: 9789896604578
    Português
    3.5
    2 avaliações
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    Quando as cinzas assentaram, ficaram apenas um judeu, um cristão e um livro por escrever. Paris, 2001. Yankel – um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama – recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram – e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk – hoje um escritor famoso – está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira. Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne – a editora que não diz tudo o que sabe –, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era. Na senda do extraordinário Perguntem a Sarah Gross, aplaudido pelo público e pela crítica, o novo romance de João Pinto Coelho regressa à Polónia da Segunda Guerra Mundial para nos dar a conhecer uma galeria de personagens inesquecíveis, mostrando-nos também como a escrita de um romance pode tornar-se um ajuste de contas com o passado.

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    Inês Montenegro picture
    Inês Montenegro10/03/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    "Este livro é uma manta de retalhos. Inicialmente segue uma estrutura mais ou menos linear, em que o presente demonstra assuntos por resolver, mas que é, no seu essencial, uma razão para retornar ao passado, onde aí sim o enredo central se desenrola. O desenvolver da narrativa reformula, contudo, estes conceitos, e, sem nunca deixar de ir dando a conhecer o passado – com um ou outro detalhe que fica em questão ter sido real ou invenção de Eryk –, as linhas começam a cruzar-se e a intercalar-se, acabando por, na sua mescla, formar o bordado final. Através desta (des)construção narrativa, o autor constrói um livro dentro de um livro, dando ao leitor os segmentos que constituem a narração. (...)" Opinião completa em:

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    João Pinto Coelho profile picture

    João Pinto Coelho

    João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Licenciou-se em Arquitetura em 1992 e viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque e dos cenários que evoca neste romance. Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polónia, trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto. No mesmo período, concebeu e implementou o projeto Auschwitz in 1st Per-son/A Letter to Meir Berkovich, que juntou jovens portugueses e polacos e que o levou uma vez mais à Polónia, às ruas de Oswiécim e aos campos de concentração e extermínio. A esse propósito tem realizado diversas intervenções públicas, uma das quais, como orador, na conferência internacional Portugal e o Holocausto, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2012. Perguntem a Sarah Gross é o seu primeiro romance, tendo sido finalista do Prémio Leya 2014, nomeado para a Melhor Ficção Narrativa pela Sociedade Portuguesa de Autores e selecionado como representante de Portugal para o Festival du Premier Roman de Chambéry.

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