Onde as gaivotas fazem seus ninhos -

    Minna Miná

    Minna Miná
    2017
    195 páginas
    6h 30m
    ISBN-13: 9788592396909
    Português Brasileiro

    Em uma cidade europeia vivem 4 jovens: o viajante, a imigrante, a executiva e o menino de luto. Apesar de não se conhecerem, eles possuem algo em comum além da solidão: estão na busca, cada um à sua maneira, por um ninho, refúgio do cotidiano. As histórias são contadas de forma paralela e enviesada, usando mais desenhos que textos, numa mistura de quadrinhos com livro ilustrado. O livro foi publicado através de financiamento coletivo.

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    Berttoni Licarião03/03/2022Resenhou um livro
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    Leitura 073 de 2021 Onde as gaivotas fazem seus ninhos [2017] Minna Miná (Paraíba, 1994-) Edição da autora (via Catarse), 2017, 196 p. Minna Miná é minha conterrânea, nasceu em João Pessoa e formou-se em Comunicação em Mídias Digitais pela UFPB. Onde as gaivotas fazem seus ninhos é o resultado de seu Trabalho de Conclusão de Curso e sua primeira novela gráfica. Inspirada na temporada que passou na cidade do Porto (Portugal) onde estudou Belas Artes, a história acompanha o cotidiano de quatro pessoas em momentos bem específicos de suas vidas, marcados por diferentes formas de se perceber só e pela maneira de se vivenciar, agir, encarar ou abraçar a solidão. Um viajante sempre em movimento que acaba de chegar à cidade, uma estudante de intercâmbio adaptando-se à vida no país estrangeiro, uma executiva que deixa de ver sentido em seu trabalho e um rapaz que acaba de perder a avó são os protagonistas desse delicado conto sobre desaparecer e tornar-se visível, sobre aceitar mudanças e perceber a beleza por trás de uma forquilha no meio do caminho. As cores de Miná recorrem a uma paleta de tons quentes terrosos e outonais, e seus traços minimalistas são tão precisos que poderiam muito bem dispensar o texto que acompanha as imagens. O texto em si, ainda que acrescente beleza na fatura da obra, não deixa no entanto de conter muitos lugares comuns já usados nesse tipo de enredo. Mas nada que atrapalhe o conjunto. Optando por páginas cheias e sem muitos enquadros, Miná compõe uma narrativa de leitura fluida e bem marcada por cores e elementos para cada núcleo de personagem. A fluidez, o caminhar e a própria movência da memória relacionam-se, assim, com a disposição das imagens e com o transbordamento de sentimentos que as composições da autora proporcionam. Melancolia e deslocamento fazem deste livro uma estreia auspiciosa e me deixam na expectativa por mais trabalhos da artista.

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