Ela escolheu servir A defesa de Marta -

    Jarmuth Jordão

    Central Gospel
    2018
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-13: 9788576896005
    Português Brasileiro

    Ser identificado com Marta, a "ansiosa", não é um bom negócio. Ela geralmente é associada a um mau exemplo. Marta é carnal e brigina. O ideal cristão culturalmente sedimentado levá-los a querermos ser como Maria, sempre aos pés de Cristo, ávida por ouvir seus ensinos enriquecedores, e uma verdadeira adorador. Durante muito tempo, essa serva amada e discípula querida do Senhor Jesus tem sido desvalorizada e criticada. Suas qualidades ficaram na cozinha, escondidas do olhar da maioria... Mas, permitindo Deus, por meio deste livro, nós a acharemos e as traremos à vista de todos. - Jarmuth Jordão

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    Misael de Souza Neves08/08/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Tarefa difícil

    Pastor Jarmuth enveredou-se por um caminho um tanto inusitado. Sua intenção na obra em apreço é trazer uma perspectiva diferente de Marta. Visto que há praticamente um consenso acerca da personalidade forte e temperamental da irmã de Maria, o escritor procura mostrar o outro lado da história destacando as qualidades desta preciosa serva do Senhor. Que missão difícil! É inevitável olhar para o texto bíblico principal que o escritor traz a luz e, não enxergar uma Marta ansiosa, estressada, carnal e prepotente, a vista de uma Maria adoradora, sábia, carinhosa e espiritual. Tal visão, segundo o autor, é fruto do nosso preconceito, proveniente do conhecimento prévio do texto e das mensagens que ouvimos aos montes, censurando Marta e exaltando Maria. E é exatamente esta imagem que o livro quer aprimorar. Mostrando que Jesus não desqualifica o trabalho de Marta; tampouco a repreende severamente; nem a pede para se portar como sua irmã. Em suma, assim como Maria não está errada em cultuar a seu modo, Marta tampouco, ao servir conforme seu dom. É impossível concordar com tudo que Jarmuth expõe, todavia, seu ponto de vista é muito interessante. Temos de cessar o costume de julgar quem ama trabalhar nos bastidores servindo, trocando tal apontamento pecaminoso por incentivo e gratidão. Deus precisa das Martas assim como precisa das Marias. Ele não tem a intensão de transformar uma na outra. A igreja também não (pelo menos não devería).

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