Puxa vida! Que livro! Eu sei que as vezes nós exageramos nas resenhas, ou superestimamos as coisas de um modo geral. Eu mesmo detesto isso. Porém tenho que confessar: Fiquei com inveja! Queria ter escrito esse livro! Um feito e tanto!
E antes que os críticos de plantão ou os "leitores profissionais" fiquem perturbados com opiniões não tão formais, aí vai:
Gosto de resumir minhas impressões assim que termino de ler o livro. Eis aqui:
Em primeiro lugar, não parece uma "estréia". De jeito nenhum!!! O autor tem identidade própria, bem definida em sua escrita. Sabe o que faz. E o faz muito bem, com fluidez, e nos momentos certos permite-se "vôos mais distantes". Ele acerta no equilíbrio, na constância da escrita. Sem exageros, sem apelar para emocionalismo, e no entanto, sem deixar de revelar o mais humano de cada personagem.
Aliás, os personagens são muito bem construídos. Gostei da forma como o livro foi editado. Capítulos de 10/15 páginas dedicados aleatoriamente a cada personagem, e a medida que o enredo avança às histórias vão se entrelaçando. É possível 'respirar' e absorver a trama pouco a pouco. O que ajuda bastante, pois trata-se de um calhamaço de 600 e tantas páginas que você engole sem nem perceber.
Em resumo os temas giram em torno de: tecnologia, guerra, família, trabalho, paixão, infância, lealdade, alimentação, drogas, movimento hippie, e obviamente uma pontinha de flashback dos anos 60.
Gostei para caramba! A literatura também precisa ser escrita para tempos atuais. Em minha humilde opinião, esse livro é um bom exemplo disso. Vale a leitura!!
(para quem curte Jonathan Franzen, Zadie Smith, Ian McEwan, etc... vai gostar bastante)