In Order to Live - A North Korean Girl's Journey to Freedom

    Yeonmi Park

    Penguin
    2016
    273 páginas
    9h 6m
    ISBN-10: 0241973031

    'I am most grateful for two things: that I was born in North Korea, and that I escaped from North Korea.' Yeonmi Park was not dreaming of freedom when she escaped from North Korea. She didn't even know what it meant to be free. All she knew was that she was running for her life, that if she and her family stayed behind they would die - from starvation, or disease, or even execution. This book is the story of Park's struggle to survive in the darkest, most repressive country on earth; her harrowing escape through China's underworld of smugglers and human traffickers; and then her escape from China across the Gobi desert to Mongolia, with only the stars to guide her way, and from there to South Korea and at last to freedom; and finally her emergence as a leading human rights activist - all before her 21st birthday.

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    Lu Fonseca25/12/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "viver uma vida cheia de significado exigia que se abraçasse algo mais do que você mesma"

    Dizem que as distopias são, de certa forma, uma impossibilidade tal qual a utopia. Pois bem, Yeonmi Park viveu o que para muitos de nós é inconcebível. Será? As distâncias (diversas) nos faz perder horizontes... Ao final desta leitura, fui questionada por minha afilhada (uma garotinha de 8 anos), que leu o título da obra: "ela está te ensinando a viver?" Ao que respondi: "Está." A escolha da intitulação dos capítulos (Coreia do Norte; China; Coreia do Sul) articula o que tão bem é proposto na escrita autobiográfica, isto é, vivermos com ela. Aprendemos sobre história, geopolítica, apagamento cultural, duplo-pensar (ref. 1984), identidades forjadas dentro de um regime ditatorial, entre outros. O que me chama atenção, além do mundo que se desvenda ao meu olhar, é a capacidade de narrar momentos de alegria, mesmo em uma infância marcada pela dor. Podemos contar nossa história, para nós próprios, sem romantizar o horror ou satirizar as dores (uma tentativa óbvia de não lidar com ela?), mas também sem nos afundarmos a amargura e extrema autopiedade. O que nos é familiar se destina, quase sempre, a um lugar saudoso. A trajetória marcada pelo tráfico de pessoas e extrema violência contempla o período até a chegada na Coreia do Sul. Concordo com o que li sobre: uma resposta eloquente à pergunta: "até que ponto estamos dispostos a sofrer em nome da liberdade?" As páginas finais do livro deslocam a narrativa de uma trajetória marcada pela busca por uma liberdade coletiva (salvar a própria família) para as reflexões de Yeonmi a respeito de si mesma, o que curiosamente se engendra no reconhecimento & estranhamento de si nos outros (alteridade?) . Finalmente ela pertencia a si: com o alívio e a dificuldade que duplamente nos atravessa quando conhecemos a nós mesmos (essa: travessia eterna). Importante acrescentar que o prólogo do livro lhe leva a inevitável leitura de toda obra. Se iniciar, saiba: terá de lidar com grande mobilização emocional. Recomendo se (nesse momento) for emocionalmente possível para você.

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